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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sucot e seu significado

A festa das cabanas
Porque fiz habitar os filhos de Israel em cabanas,
quando os tirei da terra do Egito
Levítico 23:42

A peregrinação dos judeus durante 40 anos, rumo à Terra Santa, após a libertação do Egito, onde eram escravos, é o motivo central da festa de Sucot, que significa, em hebraico, “tabernáculos” ou “cabanas”. O termo relembra o tipo de moradia que os judeus utilizavam no deserto.

Sucot inicia-se no dia 15 de Tishrei e tem duração de oito dias, culminando com as comemorações de Hoshaná Rabá, Shemini Atséret e Simchat Torá. A data festiva, celebrada cinco dias após o Iom Kipur, ameniza a tensão dos Iamim Noraim (Dias Intensos ou Temíveis).
A comemoração poderia acontecer em qualquer época do ano, já que não está vinculada a um acontecimento específico. Mas ela foi fixada para coincidir com a colheita em Israel. Por isso, Sucot também é conhecida como Chag Haassif (Festa da Colheita). Sucot é uma das três festas descritas na Torá como época de peregrinação ao Templo de Jerusalém.

A Sucá
Um dos principais preceitos da festa é o de habitar a sucá (cabana, no singular), que deve começar a ser construída no dia seguinte ao Iom Kipur. Por ser uma mitzvá difícil de se cumprir, a obrigação pode ser substituída por uma única refeição dentro da sucá.
Em muitos países é comum as famílias que têm espaço construírem suas próprias cabanas nos quintais ou mesmo nas varandas dos apartamentos. Mas como hoje nem sempre é possível fazer isso, é comum as famílias se reunirem em sucot construídas pelas sinagogas para fazer ali pelo menos uma refeição durante a semana, quando se recita:
Baruch Atá Adonai, Elohênu Mélech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu leshev bassucá.
Bendito és Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que nos santificou com Suas mitzvot (mandamentos), e nos ordenou morar na sucá.

As quatro espécies
Com o objetivo de recordar a época da colheita e a peregrinação ao Templo Sagrado em Jerusalém, um dos costumes previstos pela halachá (lei judaica) é a utilização de quatro espécies comuns em Israel e que são enviadas às comunidades espalhadas pelo mundo durante Sucot.
Dentro da sucá são recitadas as bênçãos tendo-se à mão o etrog (fruta cítrica semelhante à cidra), lulav (feixe de folhas de palmeira), hadas (ramos de murta) e aravá (dois ramos de salgueiro). Durante as orações, as plantas são agitadas e movimentadas em diversas direções, reconhecendo que Deus encontra-se em todas as partes.
Segundo a tradição, as quatro espécies representam todos os tipos de frutos e de pessoas. A mensagem é que a natureza só se torna completa — e um povo só se torna coeso — com todos juntos. Assim, é feita uma analogia com as diferentes personalidades do ser humano com relação à observância religiosa e à unicidade do povo judeu:
• O etróg tem sabor e aroma, simbolizando aqueles que conhecem as leis religiosas e as praticam.
• O lulav tem sabor, mas não tem aroma, em referência àqueles que conhecem as leis, mas não as seguem.
• O hadás possui aroma, mas não tem sabor, simbolizando os que observam e praticam boas ações, mas não conhecem a Torá ou outros mandamentos religiosos.
• O aravá não possui sabor e nem cheiro, simbolizando os que estão afastados do judaísmo.

Hoshaná Rabá e Shemini Atséret
O final de Sucot é marcado por duas datas importantes, mas pouco lembradas. O sétimo dia de Sucot é chamado Hoshaná Rabá, uma data festiva. Na época bíblica, a data era um período adicional para se pedir perdão pelos pecados que ocasionalmente pudessem ter sido esquecidos durante os dias de penitência entre Rosh Hashaná e Iom Kipur.
É costume realizar grupos de estudos e discussões na véspera de Hoshaná Rabá.
Shemini Atzeret, o oitavo e último dia de Sucot, apesar de não ser caracterizado por costumes próprios, marca o início oficial da estação das chuvas em Israel. Por conta disso, é costume recitar a Tefilat haGueshem (Reza da Chuva), em súplica às chuvas que fertilizam as terras no inverno.
Este é um dos quatro momentos do ano em que é feita a reza do Izcor, em memória aos falecidos. As outras datas são Iom Kipur, o último dia de Pessach e o segundo dia de Shavuot. Na Diáspora, Shemini Atséret é celebrada durante dois dias. O segundo dia coincide com Simchat Torá.

Fonte: site da CIP

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