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quinta-feira, 24 de março de 2011

Newsletter Conib - 24-03-11

Conib destaca
Quinta-feira, 24 de Março de 2011
Por Celia Bensadon
Textos e manchetes da mídia nacional e estrangeira
Para informar nossos ativistas comunitários

1. Brasil vota a favor do envio de relator especial da ONU ao Irã


O Brasil muda sua posição em relação ao Irã e votou na manhã de hoje a favor de uma resolução no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, proposta pelos Estados Unidos para investigar as violações do governo de Mahmoud Ahmadinejad. A proposta de enviar um relator especial ao país do Oriente Médio para investigar as denúncias de violações de direitos humanos foi apresentada por Washington e votada e aprovada hoje. Nos últimos 10 anos, o Brasil se absteve em votações que condenavam o Irã ou era contrário a resoluções, como no caso das últimas sanções aprovadas no Conselho de Segurança da ONU, em junho. Nas abstenções anteriores, na Assembleia-Geral das Nações Unidas, a alegação brasileira era a de que esse não era o fórum adequado para a discussão. Em 2010, o Brasil aplicou as sanções aprovadas para tentar interromper o avanço do programa nuclear iraniano, mas foi contrário na votação com a justificativa de que as medidas "não eram um instrumento eficaz" (Por Jamil Chade, estadão.com). Leia mais em:
Nova posição em relação a Teerã estaria vinculada à vaga no CS

2. "Se entrar na política condenatória, Brasil pode esquecer diálogo com Irã", diz Amorim


Em tendência contrária à do governo Dilma, o ex-chanceler Celso Amorim "provavelmente" não votaria pela nomeação de um relator especial para o Irã na decisão que deve ocorrer nesta quinta ou sexta-feira no CDH (Conselho de Direitos Humanos) da ONU (Organização das Nações Unidas), em Genebra. A medida é reservada a casos graves e porá o país na berlinda, ao lado de outros oito, incluindo Mianmar e Coreia do Norte. Em entrevista à Folha, Amorim disse que não é possível condenar e ao mesmo tempo manter diálogo, inclusive sobre direitos humanos. "As pessoas acham que sobre cada ação há apenas uma decisão moral. Mas a decisão é também política, não no sentido de agir em interesse próprio, mas de saber se o resultado será o que você deseja” (Por Claudia Antunes, Folha de S.Paulo).

3. EUA e Israel começam a agir para deter aproximação do Irã com AL


Os Estados Unidos e Israel estão mais atentos à aproximação do Irã com a América Latina. A mudança de atitude deve-se à crescente influência do Irã na região, bem como os êxitos da ofensiva diplomática palestina, que resultou no reconhecimento de um Estado palestino por oito nações latino-americanas. Essa preocupação explica as visitas do presidente Barak Obama ao Brasil, Chile e El Salvador e do presidente chileno, Sebastian Piñera, a Israel no mês passado. Funcionários do Ministério das Relações Exteriores de Israel e grupos judaicos americanos lamentam que o Ocidente tenha demorado a perceber essa aproximação do Irã com nações latino-americanas. "América Latina tem sido negligenciada, tanto pelos Estados Unidos quanto por Israel," disse Dina Siegel Vann, diretora do Instituto de Estudos Latino-Americanos do CJA. "E quando você tem um vazio, ele pode ser preenchido por qualquer um”, advertiu ela (JTA).

4. Conselho da ONU: Brasil esperava até menos do Obama


O assessor especial para assuntos de política externa da presidenta Dilma Rousseff, professor Marco Aurélio Garcia, disse que o Brasil esperava bem menos do que a “manifestação de apreço” do presidente Barak Obama ao pleito brasileiro de ter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Em entrevista ao programa “Conversa Afiada”, de Paulo Henrique Amorim, Garcia explicou que o Brasil é diferente da índia, país teve o apoio de Obama para uma vaga no Conselho. “Primeiro, como enfatizou no Chile, Obama considera que a América do Sul é uma nova região estratégica na Economia e na busca da Paz. É uma área sem bomba atômica. A Índia, porém, está no centro de uma região nuclearizada – Paquistão, China, Rússia. A leve ênfase a favor da Índia tem a ver com isso. Além do mais, o Conselho de Segurança da ONU trata, especificamente, da “segurança coletiva”. E é por isso que o Brasil se considera qualificado para integrá-lo de forma permanente”. Garcia entende que é natural que os Estados Unidos se interessem por um fornecimento regular do Brasil – um país democrático, onde há segurança jurídica. Garcia também defendeu a posição brasileira com relação à Líbia, enfatizando que os bombardeios como substituto da negociação diplomática podem abrir um “precedente gravíssimo” (Por Paulo Henrique Amorim, RecordNews). Leia mais em:
Obama emphasizes importance of trip to South America

5. EUA condenam ataque em Jerusalém


O presidente dos EUA, Barack Obama, condenou o atentado que causou a morte de uma pessoa e feriu outras 38 em Jerusalém e pediu o fim imediato dos disparos de foguetes e morteiros a partir da Faixa de Gaza, que se intensificaram nos últimos dias. "Não há qualquer justificativa possível para o terrorismo. Os EUA pedem aos grupos responsáveis para que encerrem esses ataques imediatamente e ressaltamos que Israel, como todas as nações, tem o direito à autodefesa", disse Obama em nota divulgada à imprensa. O presidente também lamentou as mortes de palestinos em Gaza na terça-feira e pediu às partes para que façam tudo o que puderem para garantir a segurança dos civis. O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, por sua vez, classificou o ataque como "um terrível ato terrorista (Reuters e AP). Leia mais em:
State Dept. condemns naming of square for Palestinian terrorist
Gates arrives in Israel to discuss Iran, peace talks
Gates calls for bold action to reach two state solution
U.S. defense secretary arrives in Israel to push Mideast peace

6. Netanyahu promete reagir com firmeza a ataque em Jerusalém


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, advertiu que Israel vai agir com “firmeza” e “determinação” para garantir a segurança do país. Netanyahu disse que o governo poderá tomar medidas mais rígidas contra grupos que, segundo ele, estão testando o Estado judeu. A polícia israelense atribuiu a militantes palestinos o atentado a bomba de ontem em Jerusalém. Nenhum grupo, porém, assumiu a responsabilidade pela explosão, que coincidiu com uma onda de violência na fronteira de Gaza e provocou temores de uma nova guerra entre Israel e o grupo islâmico Hamas, que governa a Faixa de Gaza, depois de meses de calma relativa (O Globo). Leia mais em:
Statement by PM Netanyahu on Jerusalem terror bombing
Após atentado em Jerusalém, Israel lança três ataques aéreos a Gaza
Confira a cronologia dos atentados terroristas em Jerusalém na última década

7. Atentado deixa um morto em Jerusalém

Uma pessoa morreu e outras 38 ficaram feridas ontem após a explosão de uma bomba em ponto de ônibus num bairro judeu de Jerusalém. Esse foi o primeiro ataque com uso de artefato explosivo registrado na cidade desde 2004. A bomba havia sido colocada dentro de uma sacola, entre uma cabine telefônica e a parada de ônibus, que estava lotada. Estilhaços de metal mataram uma mulher de 59 anos. Outras 38 pessoas  ficaram feridas, duas delas com gravidade. Nenhuma organização reivindicou o atentado. No entanto, duas milícias palestinas que atuam na faixa de Gaza, controlada pelo grupo extremista Hamas, comemoraram o ataque e disseram que se trata de "uma resposta natural aos crimes do inimigo [Israel]". A retaliação de Israel aconteceu na madrugada de hoje (noite de ontem em Brasília), quando aviões bombardearam instalações e túneis de contrabando usados pelo Hamas. Ninguém ficou ferido, segundo a organização (Folha de S.Paulo). Leia mais em:
Israel anuncia que britânica morreu no atentado de Jerusalém
Police, MDA raise alert level following terror attacks
Atentado a bomba em Jerusalém mata 1 fere 38
Embaixador de Israel nos EUA é contra escalada de violência

8. Em 1967, palestinos passam a usar explosivos em ataques


Jerusalém reviveu ontem a época do terror em Israel. Há pelo menos sete anos, a cidade não via a explosão de um ônibus. De acordo com Yaakov Bar Siman Tov, da Universidade Hebraica de Jerusalém, o ataque fez uso de uma antiga técnica palestina que teve diversas variações ao longo dos anos de militância e começou a ser utilizada em 1967, quando um carro-bomba foi detonado em Jerusalém. Os atentados com homens-bomba começaram em 1994, mas, desde 2004, não ocorriam. "Essa é a bomba atômica dos palestinos. Eles pararam de utilizar os atentados com homens-bomba porque entenderam que prejudicavam a imagem da causa palestina, mas ainda há centenas deles dispostos a morrer como mártires", afirma Siman Tov. "Quem pensava que o mundo árabe poderia sucumbir às revoluções e só esta região permaneceria imune, se enganou” (Por Nathalia Watkins - O Estado de S.Paulo). Leia mais em:
Palestinian PM: Jerusalem terror attack contradicts our plan for freedom by peaceful means

9. Jihad Islâmica ataca Israel e promete mais; país já revida


As brigadas Al Qods, braço armado do movimento radical palestino Jihad Islâmica, querem atacar cidades do interior de Israel, advertiu um de seus porta-vozes em Gaza. Segundo Abu Ahmad, a etapa que consistia em mirar nas cidades de Sderot e Ashkelon, no sul de Israel, “já foi superada”. "A partir de agora, não haverá mais linhas vermelhas para a resistência enquanto o inimigo não respeitar as declarações da ONU e continuar matando civis", ameaçou. Depois dos ataques, aviões israelenses lançaram ataques aéreos contra a Cidade de Gaza como resposta (Veja).

10. "Querem nos arrastar à confusão do resto do Oriente Médio", alerta especialista

Para Guy Bechor, especialista em terrorismo do Instituto Interdiscuplinar de Herzelia, o ataque a Jerusalém é uma provocação a Israel e, ainda, um desafio à autoridade do presidente palestino, Mahmud Abbas, incapaz de retomar o processo de reconciliação com outras facções palestinas. Em entrevista ao Globo, Bechor disse que o governo e a oposição israelenses “entendem que estamos vivendo uma escalada perigosa, duas semanas após o atentado (contra o assentamento) de Itamar e de uma chuva renovada de foguetes lançados de Gaza sobre o sul do país”. “Não sabemos se todos os episódios estão relacionados, mas os ataques de Gaza são intoleráveis. Israel não vai descartar uma resposta a Gaza porque os Estados Unidos estão pedindo ou porque a região está em chamas”, disse ele (Por Renata Malkes, O Globo).

11. “Radicais é que impedem a paz entre árabes e judeus”


O atentado que matou pelo menos uma pessoa e feriu mais de 30, ontem, em Jerusalém é uma triste confirmação do recrudescimento dos conflitos entre árabes e judeus no Oriente Médio. Desde a última sexta-feira, o grupo radical Jihad Islâmica lançou contra Israel meia centena de mísseis, morteiros e foguetes. Anteontem, ataques israelenses na Faixa de Gaza mataram oito palestinos, metade deles civis. Não é exagero afirmar que os radicais de ambos os lados são os responsáveis diretos pelo fracasso secular das negociações de paz naquela região. De um lado, judeus que não admitem a remoção dos assentamentos em terras de maioria palestina; do outro, árabes que não querem reconhecer o Estado de Israel. Algumas vezes nos últimos 20 anos, a diplomacia internacional chegou a se animar com a perspectiva de um acordo de paz duradouro entre os dois lados. Porém, os radicais sempre entraram em cena para estragar a iminente festa. O assassinato do então primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin, em 4 de novembro de 1995, foi a mais emblemática prova da intolerância. Após movimentos consistentes de entendimento com a Autoridade Palestina, Rabin acabou morto, durante um comício pela paz, em Tel Aviv, pelo estudante judeu ortodoxo Yigal Amir, militante de extrema-direita (Jornal do Brasil – Editorial).

12. Dilma ficou "decepcionada em parte" com a visita de Obama

Em entrevista à rede de TV SIC, de Portugal, a presidente Dilma Rousseff demonstrou decepção com parte dos resultados da visita do colega norte-americano Barack Obama. Especialmente com a falta de avanços concretos nas relações aduaneiras dos dois países. A informação é do jornalista e escritor Miguel Sousa Tavares, que entrevistou Dilma. Segundo ele, a presidente demonstrou esperar uma maior evolução na entrada de produtos brasileiros nos EUA, e teria afirmado que produtos brasileiros vão para a China e de lá entram no território americano. Questionado, o Planalto não se manifestou sobre a declaração. Só afirmou que a visita de Obama foi "produtiva em todos os aspectos e que a presidente ficou satisfeita com o resultado" (Por Ana Flor, Folha de S.Paulo). Leia mais em:
Em entrevista à TV portuguesa, Dilma lamenta ofensiva de aliados contra Líbia

13. “A turistada diplomática de Obama”                  

Barack Obama já havia deixado o Brasil, mas a poeira do "favela tour" que fez no Rio ainda estava nos seus sapatos quando a diplomacia brasileira fez questão de explicitar as diferenças entre Brasil e EUA sobre a questão líbia. Talvez exceto para maníacos em diplomatês, a proposta brasileira sobre o que fazer na Líbia é uma desconversa inconsequente. Isto é, uma conversa irresponsável do ponto de vista de quem considerava necessário evitar o aniquilamento da revolta contra Gaddafi. Não houvesse ataque de EUA e cia., o blá-blá-blá brasileiro a respeito "de mais negociações" seria irrelevante, pois não haveria o que negociar quando o coronel-ditador tivesse cortado todas as cabeças. Porém, a diplomacia brasileira de fato não se ocupava de tomar alguma atitude consequente a respeito da Líbia. Estava fazendo dobradinha com a Índia, eventualmente outro Bric e países menos cotados, a fim de amolar os americanos (Por Vinicius Torres freira, Folha de S.Paulo). Leia mais em:
“O 'apreço' de Obama”

14. “O relógio da crise andou”


O Brasil defende uma saída à egípcia para o conflito na Líbia, revelou o chanceler Antonio Patriota, na aula inaugural do curso de Relações Internacionais da USP, anteontem. "Um processo político que leve a uma transição benigna", foram as cuidadosas palavras que ele escolheu para dizer que Brasília quer a saída do coronel Muammar Gaddafi por bem. O chanceler gostaria de ver repetido em Trípoli o acerto que tornou possível a remoção do ditador Hosni Mubarak, sem que ele fosse preso ou obrigado a se exilar, 17 dias depois da chamada Revolução de 25 de Janeiro, quando começou o histórico movimento pela democratização do país. Comparada à guerra cruenta em que se transformaram os protestos contra a tirania de Gaddafi - agravada desde o último fim de semana com os ataques aéreos e marítimos ocidentais em apoio aos revoltosos -, a mudança de regime no Egito foi de fato relativamente benigna: perderam a vida cerca de 400 pessoas, ao passo que do outro lado da fronteira as baixas civis já se contam na casa do milhar. Mas a solução egípcia não pode ser transplantada para a Líbia. No primeiro caso, o ditador capitulou ao se dar conta de que perdera o respaldo do Exército, a força hegemônica no país, e do seu provedor por excelência, os Estados Unidos. Já Gaddafi conservou a lealdade de uma parcela ao menos da elite militar e dos chefes tribais. Essa base de sustentação, somada ao carisma que alimentou ao longo dos anos a fanática devoção dos seus seguidores, o incentivou a reprimir 0 levante com mão de ferro e deu-lhe os meios de empreender uma sequência de contra-ataques contra as posições dos insurretos, a ponto de acuá-los no leste do território. Foi o que, em última análise, motivou a intervenção armada ocidental cujo propósito declarado é salvar vidas civis e cujo alvo indisfarçável é a deposição do tirano. Em nenhum momento, desde a eclosão do que acabaria por se tornar uma guerra civil com participação estrangeira, Gaddafi admitiu um desfecho que implicasse transferência de poder (O Estado de S.Paulo – Editorial).

15. “O Itamaraty tucanou”

Não dá para entender muito bem o que o Brasil quer no caso da Líbia. Primeiro, abstém-se na votação que acabaria impondo uma zona de exclusão aérea. Ou seja, não sabe se é bom ou se é ruim, dúvida com que se folclorizava o tucanato tempos atrás. Depois, o chanceler Antonio Patriota produz uma frase candidata ao campeonato mundial de platitudes, ao afirmar que o governo brasileiro espera uma "transição benigna na Líbia". Quem não quer, fora meia dúzia de tarados? Ah, o ministro ainda acrescentou que espera "o mínimo de violência, o mínimo de derramamento de sangue e que se estabeleça processo político que leve a uma transição benigna". Também espero. Mas dá para explicar como poderia haver "mínimo de violência e de derramamento de sangue" se a comunidade internacional seguisse o Brasil e não votasse a zona de exclusão aérea? Patriota, como brilhante diplomata, sabe que Gaddafi não é exatamente madre Teresa de Calcutá e que, sem os bombardeios, iria fazer pó de Benghazi e de seus habitantes. Pode-se lançar mil e um argumentos, alguns até ponderáveis, para ser contra a decisão do Conselho de Segurança. Mas quem usa qualquer um desses argumentos deveria dar-se ao trabalho de contar também o que aconteceria se a proposta fosse rejeitada (Por Clovis Rossi, Folha de S.Paulo).

16. “Os países reais e as tribos com uma bandeira”


David Kirkpatrick, o diretor da sucursal do The Times no Cairo, escreveu um artigo na Líbia, na segunda-feira, que levantava uma questão fundamental, não apenas a respeito da Líbia, mas de todas as novas revoluções que fermentam no mundo árabe. "A pergunta paira sobre o levante líbio desde o momento em que o primeiro comandante de um tanque desertou para unir-se aos seus primos que protestavam nas ruas de Benghazi: "A batalha da Líbia é o violento confronto de um ditador brutal contra uma oposição democrática, ou é fundamentalmente uma guerra civil tribal?" "Esta é a questão, porque no Oriente Médio existem dois tipos de Estados: os "países reais" com longas histórias, um território e fortes identidades nacionais (Egito, Tunísia, Marrocos, Irã); e os que podemos chamados "tribos sob uma bandeira", ou Estados mais artificiais com fronteiras traçadas em linhas retas pela pena das potências coloniais, aprisionando no interior destas fronteiras miríades de tribos e seitas que não só nunca se dispuseram a conviver, como também nunca se fundiram plenamente em uma família unificada de cidadãos. São eles a Líbia, Iraque, Jordânia, Arábia Saudita, Síria, Bahrein, Iêmen, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos (Por Thomas Friedman, The New York Times, em artigo em O Estado de S.Paulo).

17. “Evitar o atoleiro no deserto líbio”

A operação na Líbia observa como deve ser o princípio da multilateralidade na tomada de uma decisão tão crucial quanto o bombardeio de um país soberano. Mas é inegável que ela navega num oceano com perigos. Os EUA não querem liderar a operação, não só para não realçar seu caráter multilateral como porque não há meios para uma terceira intervenção numa nação muçulmana, o que por si só já é péssimo, com o país envolvido no Afeganistão e no Iraque, embora neste em menor escala agora. A “primavera árabe” é um vento de liberdade que fustiga ditaduras e abre caminho para a democracia. Mas a situação na Líbia é muito diferente daquela da Tunísia e do Egito, onde, bem ou mal, existia alguma oposição organizada, que agora se mobiliza para preencher o vácuo deixado por Bem Ali e Mubarak (O Globo – Opinião).

18. “Cem dias”


Caminhando para seus cem primeiros dias de governo, período de graça em que tradicionalmente se dá aos governantes o benefício da dúvida, a presidente Dilma Rousseff está acertando onde Lula errou e errando onde Lula acertou. Assim como Lula surpreendeu para melhor no primeiro governo, Dilma está surpreendendo pela capacidade de ser objetiva, sem se deixar levar por politicagens. Mas ganho na política externa menos personalista e mais pragmática, e na condução do governo com sobriedade, maior rigor de postura, pode ser anulado pelos problemas econômicos. Os índices de popularidade são semelhantes aos de Lula no seu terceiro mês de governo, mas a diferença talvez seja que ela está com cerca de 40% de saldo positivo com uma economia que vem de um crescimento de 7,5% do PIB, mas está declinando (Por Merval Pereira, O Globo).

19. França diz que defesas de Gaddafi serão destruídas 'em dias ou semanas' na Líbia


Em meio às incertezas que continuam rondando a intervenção militar na Líbia, o chanceler da França, Alain Juppé, disse que as defesas de Muammar Gaddafi serão destruídas "em dias ou semanas" e que os ataques das forças da coalizão continuarão até que este objetivo seja alcançado. A França, juntamente com EUA e Reino Unido, lidera a ofensiva, que vem sendo classificada por críticos como uma operação sem estratégia e comando claros. Segundo Juppé, o regime do ditador sofreu perdas significativas no seu aparato militar, "ainda que ele disponha de meios em terras", principalmente para atacar Misurata e Adjabiya. Para combater essa frente terrestre, caças franceses bombardearam uma região que serve de rota de suprimento de armas de mercenários de Gaddafi (O Globo). Leia mais em:
Força Aérea da Líbia está destruída, diz militar britânico
A Otan e o revés para Sarkozy
Hillary garante mais participação de países árabes em operação na Líbia

20. “Complexo de culpa, Líbia e Alemanha”


A Alemanha foi a única democracia ocidental, além do Brasil, a abster-se na votação do Conselho de Segurança das Nações Unidas que decretou a zona de exclusão aerea sobre a Líbia, o que implica em ataques militares às tropas do ditador Gaddafi. Por isso, achei interessante tentar entender a posição alemã, aproveitando entrevista de seu vice-ministro de Relações Exteriores, Werner Hoyer, a um grupo de jornalistas estrangeiros convidados pelo governo para um seminário sobre a crise econômica europeia. A explicação dá para entender mais do que a do Brasil, o que está longe de significar concordância. Qual foi o motivo principal da abstenção? "Uma história de culpa, que nos faz entender a dimensão militar como absolutamente o último recurso", responde Hoyer. Refere-se, se alguém aí se esqueceu, do remoto passado alemão de culpados pelas duas guerras mundiais do século passado e, por extensão, das atrocidades inerentes a uma guerra, qualquer guerra (Por Clovis Rossi, Folha de S.Paulo). Leia mais em:
Alemanha retira seus navios das operações da Otan no Mediterrâneo

21. Papa rezará pelas vítimas do nazismo em santuário de Roma


Este domingo 27 de março, o papa Bento XVI visitará as Fossas Ardeatinas de Roma para recordar a data do ataque nazista de 335 militares e civis em 1944. O papa chegará acompanhado do Arcebispo Emérito da Basílica de São Paulo Extramuros, Cardeal Andrea Cordero Lanza di Montezemolo, cujo pai foi assassinado pelos nazistas nas Fossas Ardeatinas. Bento XVI elevará uma oração pelas vítimas no sacrário do monumento. Logo, o rabino chefe de Roma, Riccardo Da Segni, repetirá o gesto já que nestas covas também foram assassinados 75 judeus. O ato terá um amplo valor simbólico dentro do diálogo inter-religioso e das relações entre a comunidade cristã e judaica (Redevida).

22. TV Cultura exibe uma das últimas entrevistas de Moacyr Scliar


O jornalista e curador da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), Manuel da Costa Pinto, abre esta edição inédita de Autor por Autor esclarecendo que, com o falecimento de Moacyr Scliar, em fevereiro deste ano, “o programa passa a ser uma homenagem ao escritor”. Gravada no final de 2010, a atração leva ao ar uma das últimas entrevistas concedidas pelo consagrado autor brasileiro, neste domingo (27/3), às 19h30, na TV Cultura. Entremeado pela entrevista, Autor por Autor Moacyr Scliar, uma coprodução da TV Cultura com o SescTV, dirigida por Ricardo Elias, traça um perfil da vida e obra do escritor, interpretado pelos atores André Frateschi, que vive Moacyr, e Zécarlos Machado, como “o inconsciente” (Farol Comunitário)

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Célia Bensadon
Depto. de Comunicação
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