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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Newsletter Conib - 16-05-11


Conib destaca
Segunda-feira, 16 de Maio de 2011
Por Celia Bensadon
Textos e manchetes da mídia nacional e estrangeira
Para informar nossos ativistas comunitários

1. “Somos menores que a China e os EUA”, diz Patriota

O chanceler Antonio Patriota disse que o Brasil cresceu, mas ainda precisa superar muitos desafios no cenário internacional. Em entrevista à revista Época, Patriota anunciou que irá a Washington no fim do mês para dar continuidade a acordos feitos durante a visita do presidente Barak Obama e reafirmou a determinação do governo brasileiro na luta em defesa dos direitos humanos. “Mesmo no governo anterior foram feitos esforços para que pessoas presas no Irã fossem soltas – com êxito. Tentamos ter um padrão de comportamento coerente. Queremos para os outros o que queremos para nós”, disse ele sobre o endosso do Brasil na votação na ONU que aprovou o envio de um relator especial para investigar a situação de direitos humanos no Irã (Por Isabel Clemente e Leandro Loyola, Época).

2. Israel recorre à ONU contra violação de fronteiras


A delegação israelense na ONU anunciou que vai apresentar queixa ao Conselho de Segurança da ONU contra a Síria e o Líbano por violação das fronteiras de Israel nos conflitos de domingo pelo dia de Nakba. Segundo informou a rádio do exército, as manifestações violaram o direito internacional sobre fronteiras. A delegação libanesa na ONU também anunciou que apresentará queixa contra Israel depois que o exército libanês acusou as forças israelenses de serem responsáveis pelas mortes nos conflitos (Haaretz). Leia mais em:
Israel to file UNSC complaint against Syria, Lebanon
ONU pede calma na fronteira entre Líbano e Israel
Egyptian police fire tear gas, live ammunition at pro-Palestinian rally outside Israel Embassy
 

3. Israel está determinado a defender suas fronteiras e soberania, diz Netanyahu


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, advertiu que Israel está determinado a defender suas fronteiras e soberania. Para ele, o real propósito dos protestos deste domingo não foi o de reivindicar o respeito às fronteiras de 1967, mas sim o de “minar a própria existência de Israel”. “E isso não iremos permitir”, alertou (Haaretz). Leia mais em:
PM on Nakba Day: We're determined to defend our borders
Israel condena manifestação procedente da Síria
Israel vai defender suas fronteiras, diz premiê em meio a crise
Ex-Mossad chief: Israel-PA peace talks currently impossible
Marinha Israel faz disparos advertência a barco ajuda a Gaza

4. Se os árabes aceitarem a resolução de 1947 teremos paz, diz Peres


O presidente Shimon Peres advertiu que só haverá paz no Oriente Médio quando os árabes aceitarem a resolução da ONU de 1947, que estabeleceu a criação de dois Estados, um judeu e um árabe, disse Peres. "Nós aceitamos a decisão. Os árabes a rejeitaram e nos atacaram”. “A Nakba veio em seguida. Se os árabes tivessem aceitado a resolução, a situação hoje seria diferente e viveríamos em paz”, disse Peres em coletiva ao lado do presidente italiano, Giorgio Napolitano, que visita o país (Por Greer Fay Cashman, The Washington Post).

5. Protestos árabes nas fronteiras de Israel deixam pelo menos 15 mortos


Pelo menos 15 pessoas foram mortas ontem - segundo cifras da agência Reuters, com base em fontes palestinas - em vários incidentes com soldados israelenses nas fronteiras de Israel com seus vizinhos árabes. Apesar de militares israelenses terem reforçado a segurança por causa do "Dia da Catástrofe" (ou Nakba, em árabe), a sequência de confrontos, em diversos pontos da linha de fronteira, foi qualificada como "sem precedentes". Os conflitos mais graves foram registrados nos limites com a Síria, o Líbano e a Faixa de Gaza (Por Nathalia Watkins, O Estado de S.Paulo). Leia mais em:
Líder palestino declara luto por mortes nas fronteiras de Israel

6. Manifestações foram apenas ''prelúdio''


Analistas israelenses acreditam que os eventos do Dia da Nakba deste ano sejam uma pequena amostra dos possíveis cenários que Israel poderá enfrentar, caso as aspirações nacionais palestinas não sejam concretizadas e uma terceira intifada aconteça. "Não há dúvida de que os eventos de hoje (ontem) são um prelúdio para o que se pode esperar em setembro, após o (possível) reconhecimento do Estado Palestino na Assembleia-Geral da ONU. Israel deve se preparar rapidamente para marchas de árabes em todas as fronteiras", alerta o jornalista Ron Ben Yishai, editorialista do diário israelense Yedioth Aharonot. Tanto o presidente palestino, Mahmud Abbas, quanto o premiê israelense, Binyamin Bibi Netanyahu, utilizaram os incidentes da Nakba para defender suas posições e buscar apoio da comunidade internacional (Por Nathalia Watkins, O Estado de S.Paulo). Leia mais em:
Hamas and Fatah begin talks on new Palestinian unity government
“Who wants Palestine?”

7. Temor é de que atos se repitam em setembro

A inédita invasão do território israelense por dezenas de manifestantes vindos da Síria antecipou o que pode se tornar um cenário de pesadelo caso a ação se repita nos próximos meses. O temor do governo e Exército israelenses é de que as manifestações de ontem tenham sido um "ensaio geral" para o que poderá acontecer em setembro, quando os palestinos planejam declarar seu Estado na ONU. Até ontem, analistas israelenses minimizavam a possibilidade de uma terceira intifada (revolta), como pregavam as páginas no Facebook iniciadas por ativistas palestinos no calor da "primavera árabe". Ocorre que as duas primeiras intifadas, iniciadas em 1987 e 2000, se limitaram a territórios palestinos sob controle israelense. Os incidentes nas fronteiras do Líbano e da Síria criam um dilema novo (Folha de S.Paulo).

8. Israel desbloqueou transferências de fundos a palestinos


Israel decidiu desbloquear as transferências de fundos pertencentes aos palestinos e que haviam sido congeladas após o acordo de reconciliação entre o Hamas e o Fatah. “Desbloqueamos os fundos porque verificamos que o acordo entre o Fatah e o Hamas não produziu qualquer efeito sobre a cooperação de segurança (entre Israel e a Autoridade Palestina)”, disse o ministro israelense de Assuntos Estratégicos, Moshé Yaalon em declarações à rádio pública. O ministro não descartou, porém, a possibilidade de Israel impor novo congelamento. “Vamos continuar cuidando para que este dinheiro não chegue aos cofres de organizações terroristas. Se houver esse risco, bloquearemos novamente as transferências”, alertou (Diário Digital).

9. “Nakba”

Na Al Jazeera, "palestinos são mortos e feridos em Gaza, colinas de Golan, Ras Maroun e Cisjordânia, no Nakba". Destacou que Nakba ou dia da catástrofe se refere aos "760 mil palestinos que fugiram ou foram expulsos de suas casas no conflito que se seguiu à criação de Israel", em 1948, e que "hoje são estimados em 4,7 milhões, com os descendentes". No New York Times, "Manifestantes mortos em confrontos com Israel" no "aniversário em que árabes lamentam criação de Israel". Na fronteira libanesa, "soldados atiraram em centenas de palestinos que tentavam atravessar, matando 10", e nas colinas de Golan, "atiraram na multidão, matando quatro". Diz ser "o primeiro ano em que os refugiados palestinos tentaram romper a fronteira militar" (Por Nelson de Sá, Folha de S.Paulo).

10. “Israel é célula cancerosa que infecta a região”, diz Ahmadinejad


O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, comparou Israel a uma "célula cancerosa" que infecta a região do Oriente Médio, ao condenar a repressão às manifestações palestinas pela "Nakba", que deixou ao menos dez mortos e centenas de feridos. "No aniversário de criação deste regime, as pessoas se manifestaram em diferentes lugares e houve mortos e feridos. Mais uma vez, este regime mostrou sua verdadeira natureza", declarou Ahmadinejad em entrevista à TV estatal iraniana. A reação do líder iraniano foi feita após um dia de intensos confrontos entre israelenses e palestinos na faixa de Gaza, na Cisjordânia e nas fronteiras de Israel com o Líbano e a Síria (AFP).

11. Tribunal internacional pede prisão de Gaddafi por crimes contra humanidade


O promotor do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno Ocampo, anunciou ter emitido ordem de prisão por crimes contra a humanidade contra o ditador líbio, Muammar Gaddafi, contra seu filho mais velho, Seif al Islam, e contra o chefe dos serviços de inteligência de seu regime, Abdallah Al Senusi.  "Nosso escritório reuniu evidências que comprovam ordens dadas pessoalmente por Gaddafi, evidências diretas do recrutamento de mercenários por Saif al Islam e provas da participação de Al Senussi em ataques contra manifestantes", disse Moreno Ocampo. Segundo ele, a promotoria também conseguiu comprovar que Gaddafi organizou três reuniões para planejar as operações e usou sua "autoridade absoluta" para cometer crimes na Líbia (Folha.com).

12. Rainha da Suécia investiga laços de seu pai com o nazismo


A rainha sueca Silvia, que nasceu na Alemanha e morou no Brasil, iniciou investigação sobre os supostos laços entre seu pai e o regime nazista, segundo informou o palácio real. "A rainha, junto com a família Sommerlath, tomou a iniciativa de reunir os fatos sobre as atividades de Walter Sommerlath no Brasil e na Alemanha entre 1930 e 1940", revela nota do palácio. "A investigação já dura vários meses, mas ainda não há prazo para a divulgação de resultados", destacou o palácio. Revelações e acusações sobre o passado de Walter Sommerlath, que morreu em 1990, têm ocupado as manchetes dos jornais da Suécia nos últimos anos. A rainha, de 67 anos, afirma que, embora seu pai tenha sido membro do partido nazista, não era politicamente ativo e foi forçado a participar, da mesma maneira que outros, para salvar sua carreira (AFP).

Leia mais em:
(visite nosso novo site: WWW.conib.org.br )

O futuro da energia nuclear (Por José Goldemberg - O Estado de S.Paulo)

Israel can't detach the Palestinian issue from Syria and Lebanon

Arab spring, Persian winter

On remembrance and hope for peace and equality

Obama por Osama (Por Merval Pereira)

Conib destaca
Domingo, 15 de Maio de 2011
Por Celia Bensadon

1. “Um país democrático no Oriente Médio”


O Estado de Israel completa 63 anos de existência em meio a um Oriente Médio em transformações. A implacável onda que clama por mudanças trouxe à tona os problemas sociais e econômicos da região. Mas uma população árabe testemunha essas ações dramáticas de posição diferenciada, pois tem há décadas liberdades de expressão, religiosa, de orientação sexual e de organização partidária. Essa numerosa comunidade árabe, que vive em Israel, composta por mais de 1 milhão de pessoas, entre eles juízes do Supremo Tribunal, diplomatas e parlamentares, pode conviver com a democracia, com o pluralismo e com o dinamismo econômico israelense. Além dos cidadãos de origem árabe, o mosaico israelense abriga diversas minorias.  Os bahá'í, violentamente perseguidos no Irã, mantêm seu centro sagrado em Haifa. Cristãos, reprimidos pelo Hamas em Gaza, encontram seus lugares sagrados protegidos em Jerusalém. Ao lado desse mundo religioso coexiste um universo laico, com espaço, por exemplo, para grupos que contestam a existência de Israel ou para grupos que organizam em Tel Aviv uma das maiores paradas gays do planeta. Todo o Oriente Médio merece esse modelo. E Israel, ao comemorar mais um aniversário de sua independência, sonha também com o momento em que a região seja menos conhecida por sua instabilidade e por regimes autoritários e mais associada ao desenvolvimento, à paz e ao respeito à democracia (Por Ilan Sztulman - é o cônsul-geral de Israel em São Paulo -, em artigo na Folha de S.Paulo).

2. Hamas reprime a 'revolução' palestina


Os palestinos não ficaram imunes ao terremoto político provocado pelas revoltas no mundo árabe, mas sua intricada realidade tem confinado o movimento, por enquanto, aos gabinetes. Nas ruas de Gaza, onde nasceu um movimento jovem inspirado nas revoluções da Tunísia e do Egito, manifestações são reprimidas pelo Hamas, o grupo islâmico que tomou o controle do território há quatro anos. Além disso, há um ceticismo generalizado sobre as chances do acordo de reconciliação firmado pelas principais facções palestinas, o Hamas e o secular Fatah.Considerado resultado direto da turbulência regional, o acordo é visto pela maioria muito mais como um casamento de conveniência entre rivais em apuros do que uma estratégia de longo prazo (Por Marcelo Ninio, Folha de S.Paulo).

3. “Túneis revitalizam economia de Gaza”


À primeira vista, as barracas de lona na areia ao longo da fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito parecem as estufas usadas pelos agricultores nesse solo árido. Cada uma delas, no entanto, encobre um poço, com uma roldana, um cabo de aço com um gancho que sustenta um tonel, uma bomba d"água elétrica movida por gerador e um trilho pelo qual um pequeno vagão - como os usados nas minas - transporta para o depósito ao lado os produtos contrabandeados do Egito pelos mais de mil túneis subterrâneos. Cada túnel tem a própria entrada e saída e é especializado em um produto. Materiais de construção fazem parte da lista de produtos vetados pelo bloqueio israelense da Faixa de Gaza. Talal Harb, um dos donos do túnel, conta que ele e seus nove sócios - oito na Faixa de Gaza e um no Egito - investiram US$ 170 mil na sua construção, que levou nove meses, quatro anos atrás. O poço e o túnel são revestidos de cimento. Operam 24 horas por dia e empregam 22 trabalhadores. São comuns desabamentos nesses túneis, além dos ataques aéreos israelenses (Por Lourival Sant'Anna, O Estado de S.Paulo).

4. 'Movimento visa reconciliação e eleições'

O estudante de administração Mohammad al Sheikh Youssef, 23, foi um dos criadores do Movimento 15 de Março, que nasceu na faixa de Gaza sob a inspiração das revoltas árabes. A união entre os palestinos é o objetivo principal do movimento, disse à Folha, por ser passo essencial para a meta maior: acabar com a ocupação israelense. “Depois das revoluções na Tunísia e no Egito surgiram muitas páginas no Facebook pedindo o mesmo na Palestina, mas nenhuma indicava como seria a nossa revolução. Decidimos que o caminho era defender a reconciliação palestina e a realização de eleições. Criamos os grupos no Facebook e, em uma semana, tínhamos mais de 10 mil membros”, disse o estudante (Por Marcelo Ninio, Folha de S.Paulo).

5. “Futuro estado é um desafio logístico”


A economia palestina vive um boom. Nos últimos cinco anos, o rendimento médio das ações na Bolsa de Valores de Nablus foi de 6%, distribuindo US$ 600 milhões em dividendos. Mesmo na crise de 2009, o índice Al-Quds ("A Sagrada", nome árabe de Jerusalém) subiu 1,62%. "Nós nascemos no meio de crises, guerras, toques de recolher", explica Fida Musleh Azar, gerente da Bolsa. Investidores estrangeiros detêm 42% do valor das ações. As 44 principais empresas somam US$ 3 bilhões em ações. O boom é impulsionado pela ajuda anual de US$ 500 milhões da União Europeia, US$ 500 milhões de países europeus, individualmente, e outros US$ 500 milhões dos Estados Unidos. Somadas, essas doações representam 26% do PIB palestino, de US$ 5,72 bilhões. "Há atividade econômica, não desenvolvimento", diz o consultor Sam Bahour. "Para termos um Estado economicamente sustentável, precisamos de água, movimento, terra, acesso, fronteira e livre comércio exterior” (Por Lourival Sant'Anna, O Estado de S.Paulo).  

6. “Soluções árabes para problemas sírios”


Os levantes populares que varreram o Norte da África e o Oriente Médio subverteram a ordem política na região, mas essas mudanças ainda não chegaram aos representantes diplomáticos do mundo árabe nas Nações Unidas. Semanas depois de terem apoiado a criação de uma zona de exclusão aérea na Líbia, os membros árabes da ONU voltaram às suas práticas tradicionais, procurando proteger um vizinho árabe, a Síria, da pressão internacional que pede a contenção do uso da violência pelas forças de segurança desse país. Mesmo enquanto era criticada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU por causa da sangrenta repressão contra os manifestantes no mês passado, a Síria recebeu o apoio de seus aliados tradicionais. Nesta semana, o bloco asiático da ONU, que inclui governos do Oriente Médio, proporá quatro candidatos para preencher quatro vagas reservadas para o continente no Conselho dos Direitos Humanos, formado por 47 países. O bloco pretendia indicar o nome da Síria, mas por causa das pressões do Ocidente, o Kuwait será um dos candidatos, depois da desistência de Damasco na quarta-feira (Por Colum Lynch, Foreign Policy, em artigo em O Estado de S.Paulo).

7. Protestos nas fronteiras de Israel deixam ao menos 12 mortos


Ao menos 12 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas neste domingo após confrontos entre forças de segurança e manifestantes nas fronteiras de Israel com os territórios palestinos, com a Síria e com o Líbano. Os protestos realizados em várias cidades marcam a Nakba, ou a catástrofe, como os palestinos se referem à independência de Israel, em maio de 1948. Segundo o correspondente da BBC John Donnison, em Ramallah, os protestos deste ano ganharam força com a onda de manifestações pró-democracia que vêm ocorrendo desde o início do ano no Oriente Médio e no norte da África. Os confrontos deste domingo ocorreram em quatro pontos separados das fronteiras de Israel - a passagem de Erez, na fronteira com a Faixa de Gaza, perto de Ramallah, na Cisjordânia, nas colinas do Golã, na fronteira com a Síria, e na fronteira com o Líbano, ao norte do país (BBC Brasil).

8. Chanceler egípcio será novo secretário da Liga Árabe


O ministro das Relações Exteriores do Egito, Nabil Elaraby, foi escolhido hoje para suceder o também egípcio Amr Moussa no cargo de secretário-geral da Liga Árabe. A candidatura de Elaraby foi apresentada na última hora pelo governo egípcio. O candidato original do Egito era Moustafa el-Fiqqi. Ele integrava o partido do ditador deposto Hosni Mubarak, o que gerou muita contestação entre os reformistas egípcios. Minutos antes da votação, o governo egípcio anunciou por meio de nota a troca do candidato. Elaraby é um diplomata que goza de alta popularidade por conta de seu apoio ao levante popular que derrubou o regime de Hosni Mubarak em fevereiro (Agência Estado).

9. Otan precisa ampliar alvos na Líbia, diz chefe das forças britânicas


O chefe das Forças Armadas britânicas, general David Richards, afirmou que a Otan deve ampliar seus alvos e intensificar a campanha militar na Líbia ou pode correr o risco de um impasse no conflito, o que adiaria ainda mais a saída de Muammar Gaddafi do poder. Richards sugeriu que as forças aliadas devem atacar a infraestrutura que sustenta o ditador na Líbia. A Otan está bombardeando o país sob o mandato da ONU para proteger civis e restringiu seus alvos a tanques e artilharia (O Globo). Leia mais em:
Bento XVI pede negociações na Líbia e fim da violência na Síria

10. “As bases legais do ataque a Bin Laden”


O cruel atentado sofrido pelos Estados Unidos naquela manhã de 11 de setembro de 2001, com a destruição das Torres Gêmeas, em Nova York, e de uma parte do Pentágono, em Washington, por terroristas da al-Qaeda em aviões comerciais sequestrados, produziu uma rara onda mundial de solidariedade. O jornal Le Monde, na edição do dia seguinte, circulou com uma manchete histórica: “Somos todos americanos”. Algo impensável para um jornal de inclinação à esquerda, e francês. Mas, mesmo na França, onde o antiamericanismo chega a ser folclórico, foi impossível, naquele momento, outra postura. O mundo passou a conhecer Osama Bin Laden, convertido, com razão, em inimigo número 1 dos Estados Unidos. O terrorismo no atacado, com mortes em grande escala, aceleraria os ataques, chegaria à Europa. Sempre com o espectro de Bin Laden presente. Mas, dez anos depois daquelas demonstrações de solidariedade, não houve a mesma unanimidade depois que um grupo de soldados de elite da Marinha americana afinal alcançou o grande responsável pelos atentados de 11 de setembro. Torturas à parte — inaceitáveis, por definição —, os Estados Unidos, na guerra contra o terror, agem conforme leis internacionais, com base em resoluções da ONU. A própria carta de constituição das Nações Unidas estabelece o direito à autodefesa, antes mesmo de qualquer determinação do Conselho de Segurança. É o que os Estados Unidos fizeram tão logo foram atacados pela al-Qaeda (O Globo – Opinião).

11. Vila Sésamo cria versões israelense e palestina para transmitir mensagens de tolerância às crianças


Em meio a um conflito que dura mais de 60 anos localizado numa região onde presidentes, líderes de organizações internacionais e enviados especiais já tentaram intervir, uma nova comitiva chega para promover a paz entre israelenses e palestinos. Em Israel, Gaza e na Cisjordânia, Garibaldo, Elmo, Ênio, Cookie Monster e sua turma da Vila Sésamo tentam superar as diferenças e transmitir mensagens de paz e tolerância para as crianças do Oriente Médio. Lançado em 2004 em uma parceria entre TVs israelenses e palestinas, o programa foi retirado do ar inúmeras vezes após ser acusado de ser pró-palestino, pró-Israel e até mesmo pró-George Bush. Posteriormente, foi a vez do Rechov Sumsum, a Vila Sésamo israelense, que saiu do ar por falta de patrocínio. De acordo com a Unicef (Fundo das Nações Unidas pela Infância), não só as crianças são maioria nas populações dos territórios palestinos, como são as principais afetadas pelos conflitos políticos. Segundo dados de junho de 2007, em quase um terço das famílias palestinas elas sofrem de ansiedade, fobia e depressão (Opera Mundi).

Leia mais em:

Nakba and the plight of the Israeli center

‘I Am a Man’ (Por Thomas Friedman)

Middle East expert Dr. Walid Phares speaks

Mitchell's departure: "shift to crisis management"

El presidente de Italia inicia una visita oficial a Israel

Conib destaca
Sábado, 14 de Maio de 2011
Por Celia Bensadon

1. Após crise, presidente da Conib recebe Danilo Gentili

Após encontro com Danilo Gentili, autor dos comentários antissemitas que geraram polêmica na internet, o presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Claudio Lottenberg, disse que acredita no arrependimento sincero do humorista e considera o episódio encerrado. “Acabo de tomar um café com Danilo. Rapaz jovem, 31 anos, carinhoso mostrou-se triste com todo o episódio. Efetivamente o seu desejo e o desejo de um humorista é o de retratar fatos de maneira espirituosa e trazer sentimento de alegria. Tem amigos e colegas de trabalho judeus, como Fabio Rabin e Rafinha Bastos, e nunca imaginou que pudesse ter causado esta situação. Conhece relativamente pouco de nossa historia, e de maneira sincera e olhando em meus olhos expressou seu mais verdadeiro pedido de desculpas. Foi além. Quer se aproximar mais de nossa comunidade e quem sabe colaborar de maneira proativa em nossa vida e atividade social. Aprendi em minha vida que muitas e verdadeiras relações nascem de desencontros. Estes motivam o diálogo e quem sabe por um descaminho tenhamos encontrado um amigo. Assim encerremos esta situação, no que é possível encerrar. Olhando para frente vamos construir algo melhor. Danilo me pareceu um bom rapaz e para mim, o assunto está  equacionado”, diz a nota divulgada por Lottenberg.

2. Após polêmica, Danilo Gentili visita Confederação Israelita em SP


Após provocar polêmica com um comentário sobre judeus no Twitter, o humorista Danilo Gentili, do programa "CQC" da TV Band, visitou a Confederação Israelita do Brasil para se desculpar. "Minha intenção como comediante nunca foi trazer nenhum outro sentimento ao público que não fosse alegria" [sic]. "Peço perdão se falhei nesse meu objetivo com a piada que fiz essa tarde. Me coloco a disposição da comunidade Judaica para me redimir" [sic], publicou o humorista no Twitter. A polêmica começou quando Gentili comentou no microblog a desistência do governo de São Paulo de fazer uma estação de metrô na avenida Angélica, em Higienópolis, bairro nobre de São Paulo. Ele então fez piada com o fato da região concentrar grande número de judeus. "Entendo os velhos de Higienópolis temerem o metrô. A última vez que eles chegaram perto de um vagão foram parar em Auschwitz", escreveu Gentili na rede social. Imediatamente, a frase foi replicada por centenas de usuários e provocou críticas. Logo depois, ele retirou a frase e se desculpou (Folha.com). Leia mais em:
Após mal-estar, Danilo Gentili é recebido por israelita
Após polêmica no Twitter, Gentili pede desculpas aos judeus
Causador de polêmica sobre judeus se defende: 'Não sou nazista'
“Antissemita, não…”

3. Federação Israelita vai monitorar frases racistas no Twitter


A Federação Israelita do Estado de São Paulo se manifestou contra mensagens ofensivas a judeus que se espalharam nas redes sociais nos últimos dois dias, depois que o governo mudou os planos de construção de uma estação do metrô no bairro de Higienópolis, frequentemente associado à comunidade judaica. Segundo o vice-presidente da entidade, Ricardo Berkiensztat, uma equipe jurídica reuniu todas as mensagens e monitora a rede para coibir atos de racismo. "Houve uma série de associações ao nazismo, o que é algo muito duro para nós, são manifestações racistas e isso é crime", argumenta (Por Dayanne Sousa, Terra Magazine). Leia mais em:
Higienópolis: Federação israelita avalia medidas judiciais após ataques na web
“É por isto que eu me orgulho dos meus leitores!” (Por Reinaldo Azevedo)

4. Líderes de diferentes religiões se reúnem em Moscou


Mais de 150 representantes das mais importantes correntes religiosas provenientes de quarenta países se reuniram em Moscou, em cúpula que tem como objetivo estabelecer um diálogo global entre forças políticas e comunidades religiosas. A reunião discutirá nos próximos dias questões como a luta contra o terrorismo e o extremismo, e os esforços pela superação da pobreza. O rabino israelense, Yona Metzger, pediu que o fórum “condene” aqueles que se recusem a reconhecer o direito de existência de Israel, enquanto o patriarca da Igreja Ortodoxa Russa Aleksi Segundo pediu aos líderes religiosos que se unam para “proteger a moral”, sem a qual é impossível combater os “conflitos fratricidas, as ameaças terroristas, as manifestações xenófobas e a crise ecológica” (Correio do Brasil).

5. Palestinos estão dificultando as negociações de paz, diz Netanyahu a Mitchell


O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse ao emissário especial dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell, que os palestinos estão dificultando as negociações de paz com Israel. Netanyahu agradeceu os esforços de Mitchell e lamentou a sua saída como mediador no caso.  Mitchell apresentou sua carta demissão na sexta-feira, agradecendo ao presidente Barak Obama pela confiança na missão de buscar um acordo entre palestinos e israelenses (Por Barak Ravid, Haaretz). Leia mais em:
'Obama's ME speech won't focus on Israeli-PA talks'
Abbas: Palestinians will never neglect 'right of return'
French lawyer reveals himself as 'Palestine papers' source
Enviado especial de Obama para Oriente Médio pede demissão do cargo

6. Conflitos na Palestina - Aula do Prof. Samuel Feldberg


O professor Samuel Feldberg, doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP), falou ao Jornal Hoje sobre a origem dos conflitos entre árabes e judeus. Feldberg também é pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais da USP, membro do Grupo de Análise de Conjuntura Internacional da USP e coordenador do módulo Holocausto e antissemitismo do Laboratório de Estudos sobre a Intolerância da USP. Suas pesquisas se concentram em conflitos internacionais, com destaque para Oriente Médio, conflito israelo-palestino, Irã e armas de destruição em massa, petróleo e sua importância estratégica e política externa norte-americana. É autor e colaborador de livros como Estados Unidos e Israel: uma aliança em questão (2008), ONU 60 anos - Considerações sobre seu poder (2006) e História da Paz (2006), e de artigos para publicações da área, como a revista Política Externa (G1).

7. Casa Branca recebe rebeldes anti-Gaddafi e os reconhece como 'interlocutores legítimos' da Líbia


Representantes dos rebeldes líbios foram recebidos ontem na Casa Branca em busca de reconhecimento e de mais ajuda em sua luta contra Muammar Gaddafi. E chegaram bem perto disso. Do governo americano, ouviram uma nova chamada para que o ditador deixe o poder e que são "os interlocutores legítimos" do povo da Líbia. O apoio é um grande passo para os rebeldes, mas ainda não significa um reconhecimento formal das forças anti-Gaddafi como a autoridade legítima da Líbia, diz comunicado da Casa Branca divulgado após o encontro entre Mahmoud Jebril, representante do chamado Conselho Nacional de Transição, e Tom Donilon, assessor de segurança nacional do presidente Barack Obama. "Tom Donilon ressaltou que Gaddafi perdeu sua legitimidade para governar e reiterou a chamada do presidente Obama para que o dirigente líbio deixe o poder imediatamente", diz a nota. O texto explica que declarar os rebeldes como autoridade da Líbia, como fizeram França e Itália, é uma decisão que está sendo avaliada (O Globo).

8. Em último vídeo, Bin Laden apoiou protestos no Oriente Médio


A última mensagem de áudio gravada por Osama Bin Laden, encontrada na residência em que o terrorista se escondia no Paquistão, mostra seu apoio aos protestos populares no Oriente Médio, segundo revelou uma autoridade americana à rede CNN. Na gravação, o líder da Al Qaeda fala dos protestos populares no Egito e na Tunísia, mas não menciona as revoltas na Líbia, Síria e Iêmen, apesar de, segundo as autoridades, a mensagem ter sido gravada no fim de abril. A autoridade, que pediu anonimato, considerou "desconcertante" que o terrorista "subisse de repente no vagão dos protestos populares" meses após seu começo em fevereiro, e que só mencionasse alguns dos países afetados (Efe). Leia mais em:
Taleban assume ataque que matou 88

9. Otan pede desculpas por ataque que matou 11 imãs na Líbia


A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) pediu desculpas pelo ataque de ontem (13) à cidade de Brega, que deixou 50 feridos e 16 mortos, entre eles 11 imãs -- líderes religiosos islâmicos. Nas ruas, a população mostrou luto e consternação pelas vítimas. "Estamos cientes das alegações de que as vítimas do ataque seriam civis, ainda que não possamos ter certeza da veracidade desta informação. Lamentamos a morte de civis quando elas ocorrem", afirmou a Otan na nota divulgada (Folha.com). Leia mais em:
Líbia enterra clérigos supostamente mortos por ataque da Otan

Leia mais em:

Time for new diplomacy

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Ahmadinejad destitui 3 ministros e aumenta crise política no Irã

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