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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Newsletter Conib - 18-05-11

Conib destaca
Quarta-feira, 18 de Maio de 2011
Por Celia Bensadon
Textos e manchetes da mídia nacional e estrangeira
Para informar nossos ativistas comunitários

1. Paz no Oriente Médio é crucial, diz Obama ao lado do rei da Jordânia


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que é "mais vital do que nunca" neste momento trabalhar pela retomada do processo de paz entre israelenses e palestinos mesmo que levantes políticos aconteçam em boa parte do Oriente Médio. As declarações foram feitas depois de um encontro com o rei Abdullah 2º, da Jordânia. Obama se comprometeu a continuar pressionando por uma solução para o conflito, apesar de não ter conseguido resolver o impasse. O presidente pretende fazer amanhã um grande discurso sobre a "Primavera Árabe" e a nova política dos Estados Unidos para o Oriente Médio. Na sexta-feira, Obama receberá na Casa Branca o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu (Por Matt Spetalnick, Reuters). Leia mais em:
“Bibi and Barack” (Por Thomas Friedman)
President Obama and the Arab Spring
Obama's Arab-Israeli Options
On eve of Netanyahu visit and AIPAC conference, Obama and Bibi appear on same page

 

2. Popularidade de Obama e dos EUA está em baixa no mundo muçulmano


A imagem dos Estados Unidos perdeu credibilidade no mundo muçulmano no último ano, segundo pesquisa do Pew Research Center, divulgada hoje, às vésperas do discurso do presidente Barack Obama direcionado ao mundo islâmico. Entre os países muçulmanos que registraram quedas nas opiniões favoráveis aos EUA estão a Jordânia, com 13%, queda de oito pontos em um ano; a Turquia (17% para 10%) e o Paquistão (17% para 11%), onde Osama Bin Laden foi encontrado e morto por forças americanas. A pesquisa, realizada em março e abril deste ano, provavelmente registraria resultados diferentes hoje, já que a sondagem foi feita antes da operação que matou Bin Laden, no dia 1º de maio. Outra pesquisa, publicada pelo instituto Gallup nesta terça-feira (17), também mostrou que a popularidade de Obama teve queda entre os americanos, apesar da ligeira melhora logo depois da morte do terrorista chefe da Al Qaeda (R7).

3. Netanyahu contesta artigo de Abbas


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, contestou o artigo do presidente palestino Mahmud Abbas no New York Times, afirmando que as suas alegações são “uma grosseira distorção dos fatos históricos conhecidos e documentados”. “Foram eles, os palestinos, que rejeitaram o plano de partilha de dois Estados, enquanto a liderança judaica aceitou. Foram os exércitos dos países árabes – apoiados por forças palestinas – que atacaram o Estado judeu para destruí-lo”. “E nada disto é mencionado no artigo. Além disso, se pode concluir do artigo que a liderança palestina vê a criação de um Estado palestino como um meio para continuar o conflito com Israel em vez de terminá-lo”, diz Netanyahu em nota divulgada por seu gabinete (PMO.GOV).

4. Abbas pede reconhecimento do Estado palestino na ONU


O presidente palestino, Mahmud Abbas, pediu à comunidade internacional que reconheça o Estado palestino na Organização das Nações Unidas (ONU) em setembro e apoie a sua integração à organização. Em artigo no The New York Times, Abbas disse que a pressão política dos EUA não conseguiu impedir o programa de assentamentos israelenses nos territórios ocupados da Cisjordânia e que os palestinos 'não podem esperar indefinidamente' por um Estado próprio. “Nossa busca pelo reconhecimento como Estado não deveria ser vista como um ato para chamar a atenção; perdemos muitos de nossos homens e mulheres para estarmos fazendo um teatro político”, disse ele em artigo, publicado três dias antes de o presidente norte-americano, Barack Obama, receber o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca (G1). Leia a íntegra do artigo traduzido e no original em:
“O muito protelado Estado palestino”
“The Long Overdue Palestinian State”

5. Fatah e Hamas fecham acordo sobre mecanismos de reconciliação


Depois de intensas negociações mediadas pelo Egito, os movimentos rivais palestinos Fatah e Hamas fecharam acordo sobre as "bases" de aplicação do pacto de reconciliação. "As discussões foram realizadas em atmosfera positiva e ambas as partes mostraram colaboração e entendimento ao refletirem sobre a vontade de pôr um fim a divisão", diz nota divulgada à imprensa. "As discussões foram muito positivas (...) estamos avançando", declarou à imprensa depois do encontro Azam al-Ahmad, que lidera a delegação do partido Fatah, do presidente Mahmud Abbas. Perguntado sobre a nomeação de um novo primeiro-ministro, Ahmad respondeu que era "prematuro" mencionar nomes (AFP). Leia mais em:
Fatah official slams PM: 'He hasn't gained anything'
Barghouti: Israel, US can't stop Palestinian statehood

6. Psicologia do nazismo traz pesquisador alemão à Faculdade de Letras da UFMG


O que levou milhões de pessoas a seguirem Adolf Hitler? Como compreender a psicologia dos seguidores do nacional-socialismo? Questões como essa foram abordadas pelo professor Stephan Marks, da Universidade de Educação de Freiburg, na Alemanha, na palestra Why did they follow Hitler? On the psychology of National Socialism: the motives of Nazi followers, realizada na sexta-feira, na Faculdade de Letras da UFMG. Um dos responsáveis pela organização da palestra, o professor Volker Karl Lothar Jaeckel, da Faculdade de Letras, explica que Marks realizou um estudo empírico, resultado de entrevistas feitas com pessoas que aderiram à ideologia nazista. O evento, aberto à participação do público, foi promovido pela área de estudos do idioma alemão e pelo Núcleo de Estudos de Guerra e Literatura (Negue), formado por pesquisadores que desenvolvem reflexões sobre a representação literária de conflitos armados, especialmente sob o foco de suas relações com a história e a memória cultural (UFMG).

7. “Preconceito descortina país pouco cordial”


Homofobia, xenofobia, sexismo. Ojeriza ao pobre e um renascido antissemitismo. Houve de tudo um pouco no cardápio tétrico dessa última semana de nenhum orgulho e muito preconceito. Onde foi parar, afinal, aquele Brasil, um país de todos? Danilo Gentili tuíta a um milhão e meio de seguidores grotesca piada com o Holocausto, para justificar uma imaginária aversão de judeus a vagões, sem compreender o que havia de preconceito de classe no repúdio ao Metrô em Higienópolis (Por Marcelo Semer, Terra Magazine). Leia mais em:
Argentina's Jewish community wins injunction against Google over anti-Semitic websites

8. “O metrô de Higienópolis e o perigo do antissemitismo”


O antissemitismo é diferente da islamofobia. Este último é movido principalmente por um desconhecimento dos muçulmanos, alimentado em grande parte pela generalização de que os seguidores do islamismo seriam violentos como os membros da rede terrorista Al Qaeda. Já o antissemitismo não é o medo por ignorância, como costuma ser com o islã. É o preconceito na sua mais pura forma. Odeiam judeus apenas por serem judeus. Verdade, muitos também odeiam os muçulmanos apenas por serem muçulmanos. Mas com o judaísmo parece ser mais grave. Nos comentários no blog, que precisam ser barrados, leio pessoas com educação formal, português correto e citando autores nazistas e abertamente antissemitas atacando os judeus. Leio piadas e escuto situações bizarras. Chegam para mim e, achando que não vou me importar por ter origem libanesa (antissemitas acham que todos árabes são antissemitas), xingam os judeus.Isso já aconteceu em um dos clubes mais elitistas de São Paulo e saiu da boca de um vice-presidente. Nesta semana, o antissemitismo apareceu na sua forma mais clara no episódio do metrô em Higienópolis, onde parcela da população é judaica (Por Gustavo Chacra, blogs.estadao).

9. Sanções contra o Irã: EUA adicionam banco público à lista negra


Os Estados Unidos anunciaram a inclusão de um banco público iraniano à sua longa lista negra de empresas acusadas de favorecer o programa nuclear de Teerã. O estabelecimento incluído na lista de sancionados é o Bank of Industry and Mine (BIM), informou o Departamento do Tesouro americano em comunicado. A decisão de Washington não tem praticamente nenhuma consequência para as empresas e cidadãos americanos à medida que os Estados Unidos já os proíbem de realizar qualquer transação comercial com o Irã (AFP). Leia mais em:
Iran: Bushehr nuclear power plant 'successfully launched'

10. Líbia diz ter atingido seriamente navio de guerra da Otan; aliança nega


O governo da Líbia anunciou que suas forças atingiram um navio de guerra da Otan quando a embarcação disparava contra áreas de Misurata, no oeste do país. A cidade é alvo de ferrenha disputa entre as tropas de Muammar Gadafi e os insurgentes. "Nossas forças dispararam e atingiram um navio direta e seriamente", disse a TV estatal líbia. A informação foi desmentida pela Otan, que bombardeia há semanas alvos militares no país. Segundo a aliança, a notícia "é fabricada" (Reuters). Leia mais em:
Otan usa psicologia para convencer tropas pró-Gaddafi a depor armas

11. Ministro do Petróleo líbio foge para a Tunísia


O ministro do Petróleo da Líbia, Shukri Ghanem, abandonou o governo e fugiu do país, cruzando a fronteira coma Tunísia. Ghanem também era o presidente da estatal petrolífera Libyan National Oil Corporation. A informação foi divulgada ontem por Abdel Moneim al-Houni, ex-representante líbio na Liga Árabe, que renunciou ao cargo no início da ofensiva da Otan contra o regime de Muammar Gaddafi. Ghanem ocupava a pasta desde 2006 e era considerado "homem de confiança" do ditador. A notícia foi confirmada por um porta-voz do Ministério do Interior da Tunísia, Neji Zairi. O funcionário disse ao jornal Washington Post que Ghanem ainda está no país, mas que seu paradeiro é desconhecido (Por Jamil Chade, O Estado de S.Paulo).

12. Oposição desafia regime e convoca greve geral na Síria


A oposição síria convocou greve geral para hoje no país, desafiando mais uma vez a repressão do regime de Assad, no momento em que o Exército mantém o estado de sítio da cidade de Tall Kalaj. "A quarta-feira será um dia de greve geral na Síria", diz um comunicado divulgado no Facebook. "Será um dia de castigo contra o regime", diz o texto. "Vamos fazer desta quarta uma sexta-feira (dia habitual das manifestações), com protestos em massa, sem escola, sem universidade, sem lojas nem restaurantes abertos e até sem táxis". A convocação coincide com as informações de dezenas de mortos e feridos caídos pelas ruas da cidade de Tall Kalaj, oeste do país, sitiada pelo exército há vários dias (AFP). Leia mais em:
Suíça decide sanções contra a Síria e congela bens de 13 personalidades
Syrian refugees describe gangs fomenting sectarian strife
Onda de protestos preocupa sírios que vivem no Brasil
Syrian infiltrator turns himself in to Tel Aviv police

13. “A morte de Bin Laden”


Executado o cabeça, fica a obrigação intelectual e moral (eu não separo essas coisas) de dar conta dessa doença chamada terrorismo. Palavra que revela o anti-humano contido no mundo quando suspendemos, em nome de alguma coisa, todas as normas. Nosso equilíbrio é delicado e, estou convencido, impossível. Somos marcados pelos ideais explícitos que, na forma de mandamentos, nos tornam anjos, e pelos desejos implícitos, que nos fazem demônios. O encontro permanente dessas forças diz quem realmente somos. Pois assassinamos em nome de um Deus do amor e de uma justiça democrática, como reiteram as autoridades americanas. Não há ódio na aplicação da justiça contra os que ultrapassaram todos os limites. Tudo vale no estado de guerra - essa loucura com método que o Ocidente aperfeiçoou e tornou - valha-nos Deus! - uma "arte". Onde foi parar a compaixão que leva à paz dos abraços? (Por Roberto Damatta - O Estado de S.Paulo). Leia mais em:
Morte de Bin Laden pode abrir precedente internacional, diz relatório
Egípcio é indicado como líder 'interino' da Al-Qaeda, diz CNN
Declaração de império

14. “Polacas” do Rio ganham nome em cemitério


Fundado em 1916 por imigrantes polonesas marginalizadas por serem prostitutas, o Cemitério Israelita de Inhaúma, na zona norte do Rio, abriga cerca de 800 túmulos. Após décadas de deterioração e esquecimento, as sepulturas começaram a ser reformadas no ano passado. Segundo o presidente do Cemitério Comunal Israelita do Caju, Jayme Salomão, que também administra o de Inhaúma, 95% dos túmulos já estão identificados. Além da pintura, eles receberam placa branca de mármore com estrela de Davi no centro, o nome de quem está ali sepultado, a data do óbito e o número que representa na cronologia do cemitério. Não houve divulgação. A iniciativa ocorre 15 anos após a polêmica suscitada pela publicação do livro Baile de máscaras: mulheres judias e prostituição. As polacas e suas associações de ajuda mútua (Editora Imago), fruto de dissertação de mestrado da historiadora Beatriz Kushnir, atual diretora do Arquivo Geral da Cidade (Por Felipe Werneck, O Estado de S.Paulo).

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Netanyahu is preparing for battle

For the Palestinians' sake

Netanyahu's ambiguity

For Palestinians, every day is Nakba Day

Libertada jornalista da Al Jazeera que havia sido detida na Síria


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