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sexta-feira, 25 de março de 2011

Newsletter Conib - 25-03-11

Conib destaca
Sexta-feira, 25 de Março de 2011
Por Celia Bensadon
Textos e manchetes da mídia nacional e estrangeira
Para informar nossos ativistas comunitários
(Comunico aos nossos leitores que estarei de férias a partir de 28/03. Retornarei em 11/04)

1. Brasil vota contra o Irã na ONU e ganha aplauso da oposição persa

Pela primeira vez em oito anos, o Brasil votou ontem contra o Irã em um organismo da ONU, o Conselho de Direitos Humanos. O conselho aprovou por 22 votos a favor, 7 contra e 14 abstenções a designação de um relator especial para investigar denúncias de violações de direitos humanos no país. Trata-se de uma sinalização de mudança no governo Dilma Rousseff em relação ao de Lula, que vinha evitando críticas ao Irã. Ontem, em entrevista à Folha, o chanceler de Lula, Celso Amorim, disse que não apoiaria a resolução se estivesse no governo. Agora, não há sanções, mas investigação. Foi nessa linha a conversa que Maria Nazareth Farani Azevedo, representante do Brasil no Conselho, teve com o embaixador iraniano, Sayed Sajjadi, antes da votação. Explicou que o Brasil é tão aberto que, nos quatro anos e meio de vida do conselho, recebeu ao menos 16 relatores. Não deve ter convencido Sajjadi, que em seu pronunciamento negou, como era previsível, que o Irã desrespeite os direitos humanos e não coopere com os organismos internacionais. "O enfoque do Irã na promoção e proteção dos direitos humanos é baseado na sua religião e na sua cultura", disse o embaixador (Por Clovis Rossi, Folha de S.Paulo). Leia mais em:
Brasil muda de rumo, vota contra Irã na ONU e irrita regime dos aiatolás


2. Brasília nega que haja uma mudança de posição

O assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, afirmou que o voto do Brasil pelo envio de um relator ao Irã para investigar violações de direitos humanos não significa uma condenação, mas a possibilidade de conhecer melhor a situação no país persa. Ele contemporizou a afirmação de que a decisão no Conselho de Direitos Humanos da ONU contraria o histórico brasileiro. "O Brasil tem mantido a coerência” (Folha de S.Paulo).

3. Brasil diz que voto não afeta relação com Teerã


A votação contra o Irã no Conselho de Direitos Humanos da ONU (CDH) não vai afetar o relacionamento do Brasil com Teerã. A avaliação do chanceler Antonio Patriota é que a relação entre os dois países é "madura para não ficar refém de uma ou outra decisão", de acordo com o porta-voz do Itamaraty, ministro Tovar Nunes. Segundo o ministro, o Brasil ainda não recebeu nenhuma reação formal do Irã sobre a votação. "Se chegar alguma manifestação, registraremos com carinho e daremos a resposta diplomática cabível", disse. Apesar de a via diplomática formal não ter sido usada, pelo menos por enquanto, a delegação iraniana na ONU deixou claro seu descontentamento depois da votação, afirmando que o Brasil voltava a se comportar como "país pequeno", "curvando-se aos EUA" (Por Lisandra Paraguassu, O Estado de S.Paulo). Leia mais em:
Brasil é o 2º país do mundo na rota de investimentos árabes

4. Para dissidentes iranianos, País começa a reaver credibilidade


Por meio de uma assessora, a prêmio Nobel da Paz e opositora iraniana, Shirin Ebadi, comemorou a mudança na posição brasileira e agradeceu o empenho de Dilma Rousseff. "O Brasil finalmente mostrou que tem princípios", declarou. "A credibilidade do Brasil começa a ser restaurada. A oposição iraniana e muita gente estavam perplexas diante da posição tomada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva. Hoje, vemos que o Brasil deu uma lição ao reconhecer que precisava mudar sua política externa", afirmou ao Estado o dissidente Hadi Ghaemi. Exilado nos Estados Unidos, Ghaemi viajou até o Brasil para pedir apoio do governo (O Estado de S.Paulo). Leia mais em:
Ativista iraniano agradece voto brasileiro no Conselho de Direitos Humanos da ONU

5. Voto do Brasil sobre Irã no Conselho de Direitos Humanos da ONU atendeu a pedido de Obama


A votação desta quinta-feira que marcou um rompimento do governo Dilma Rousseff com a postura de paciência do governo Lula em relação ao Irã atendeu a um apelo do presidente americano, Barack Obama, segundo um alto funcionário do executivo brasileiro. De acordo com a fonte, durante sua visita ao Brasil, Obama pediu pessoalmente a Dilma que o Brasil fosse coautor da resolução que foi aprovada em Genebra , abrindo caminho para o Conselho de Direitos Humanos da ONU investigar as numerosas denúncias de violações imputadas ao governo de Mahmoud Ahmadinejad. Dilma não teria respondido ao pedido do presidente americano durante o encontro dos dois em Brasília. Fez mistério até o momento da votação, quando o Brasil sinalizou que, se havia uma política entre brasileiros e iranianos, esta foi fortemente abalada (Por Deborah Berlinck e Eliane Oliveira, O Globo). Leia mais em:
Nova posição em relação a Teerã estaria vinculada à vaga no CS
Obama no Brasil: poucos passos concretos

6. “Um adiantamento e outro”

O Brasil votou ao lado dos EUA, ontem, contra o Irã. China e Rússia disseram "não". Já Arábia Saudita e Bahrein se abstiveram. Na reportagem do New York Times", porém, nada de registrar o voto do Brasil. No despacho da agência americana Associated Press, também não. Mas a Foreign Policy citou no texto, junto aos outros votantes todos. E postou análise da consultoria estratégica Eurasia, dizendo que na visita ao Brasil, mesmo sem apoiar a vaga no Conselho de Segurança, "Obama fez um adiantamento estratégico" visando o Irã, a China etc (Por Nelson de Sá, Folha de S.Paulo).

7. “Mudança e coerência”


O voto do Brasil no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDH), a favor de uma investigação sobre violações humanitárias no Irã, coaduna-se com a correção de rumo imprimida por Dilma Rousseff na política externa. A presidente, mesmo antes de assumir, já sinalizara que será menos transigente nessa matéria do que foi o seu antecessor. A decisão significa uma inflexão bem-vinda no posicionamento brasileiro dos últimos anos, tanto sob Luiz Inácio Lula da Silva quanto sob Fernando Henrique Cardoso. O país havia votado só uma vez (em 2003), na ONU, contra o regime dos aiatolás. Não resta dúvida de que uma investigação sobre direitos humanos no Irã é necessária. Relatório apresentado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, revela que a repressão intensificou-se, com prisões e torturas. O diplomata apontou "aumento dramático" das execuções neste ano. Após as contestadas eleições de 2009, mais de 2.000 ativistas foram encarcerados. Estimam-se ao menos 500 presos políticos. A investigação aprovada ontem, mesmo que termine obstruída pela autocracia iraniana, reforça a mensagem de que o Brasil não mais se rende a alinhamentos automáticos nem a palavras de ordem geopolíticas quando se trata de violações de direitos humanos (Folha de S.Paulo – Editorial).

8. “Um governo para chamar de seu”


O voto brasileiro no Conselho de Direitos Humanos da ONU, a favor de um relator especial para apurar abusos no Irã, é o passo mais concreto na guinada da política externa. É assim que, suavemente, como ninguém esperava, Dilma vai se distanciando de Lula e firmando uma marca para seu próprio governo. O que é ótimo. Dilma já havia sinalizado o que queria quando considerou "bárbara" a pena de apedrejamento da iraniana Sakineh e, na entrevista ao The New York Times, disse que não podia nem seria condescendente com coisas assim. Apesar de o voto romper com um histórico de dez anos de votos favoráveis ao Irã, a presidente e o chanceler Antonio Patriota não tiveram dificuldade - e, aliás, nem perderam muito tempo - para fechar a posição brasileira no conselho. Foi algo simples, natural, sem necessidade de grandes debates e sem contestação interna. As relações do Irã de Ahmadinejad com o Brasil, portanto, não são mais as mesmas. Aliás, nem o próprio governo brasileiro (Por Eliane Catanhêde, Folha de S.Paulo).

9. Para diplomata, correção de rota é bem-vinda


O diplomata Roberto Abdenur disse ter recebido com "satisfação e otimismo" a notícia sobre o voto brasileiro no Conselho de Direitos Humanos da ONU. "Já havia indícios de que o governo tomaria essa posição (de votar contrariamente ao interesse do Irã), mas não estávamos totalmente seguros de que isso se concretizaria", afirmou o diplomata. "Não acredito que esse tenha sido um fato isolado. Quero crer que a atual administração tenha tomado distância da diplomacia equivocada do governo anterior”. Ex-embaixador nos EUA, China e Alemanha - entre outros países -, Abdenur avalia que a posição do Itamaraty durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva "dissociou o Brasil de países que valorizam os direitos humanos". "A irmandade com (o presidente do Irã) Mahmoud Ahmadinejad, por intermédio da própria figura presidencial, foi um grave erro de política externa” (Por Roberto Lameirinhas, O Estado de S.Paulo).

10. “Voto sela mudança de rumo na atuação do Itamaraty, mas não é uma guinada”

Até por ter problemas de trato bem mais importante e difícil, como o fantasma da inflação, Dilma Rousseff parece ter elegido a relação com o Irã como vitrine do que considera novidade positiva em seu governo. O voto de ontem sela a mudança do rumo adotado pelo Itamaraty sob Celso Amorim, de alinhamento automático com Teerã. O chanceler dos anos Lula defendia que só o diálogo garantiria posição de destaque em momentos de crise -alega agora que foi o petista quem "salvou" a prisioneira Sakineh do apedrejamento. Já seus críticos viram no relacionamento com a teocracia iraniana mero pretexto para dar vazão a um antiamericanismo pueril. O isolamento do país no episódio em que buscou um acordo sobre o programa nuclear de Teerã é visto como prova do fracasso de Amorim. O voto contrário agora denota uma ruptura com o método de Amorim, que ainda ontem criticava a decisão apoiada em Genebra (Por Igor Gielow, Folha de S.Paulo). Leia mais em:
"Se entrar na política condenatória, Brasil pode esquecer diálogo com Irã", diz Amorim

11. “O modelo Dilma''


Há apenas três meses, com a troca de guarda no Palácio do Planalto, a especulação corria solta entre dez em dez analistas de política externa. Seria a nova presidente Dilma Rousseff uma versão recauchutada do seu antecessor e mentor político, também afeita a causas arriscadas e a retórica inflamada? Ou romperia com o estilo Lula, trazendo a diplomacia brasileira de volta à serenidade e ao equilíbrio tradicional? A resposta já começa a ser esboçada. Ontem, em Genebra, quando o Brasil votou com a maioria no Conselho de Direitos Humanos da ONU, ajudando a nomear um relator para avaliar a situação no Irã, o sismo também se registrou. O apoio do Brasil à resolução não só frustrou Teerã, que pressionava aliados e parceiros para derrubar a medida como também marcou a nítida divergência do governo Dilma com a política de seu antecessor (Por Mac Margolis, da Newsweek, e colunista de O Estado de S.Paulo).

12. Irã critica resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU


"Esta resolução é injusta, injustificável e totalmente política. Foi aprovada, apesar das dúvidas de alguns países, sob pressão dos Estados Unidos", declarou o porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast. "O objetivo desta resolução é fazer pressão sobre a República Islâmica do Irã para desviar a atenção sobre as violações dos direitos humanos no Ocidente e em particular nos Estados Unidos", completou (Jornal do Brasil). Leia mais em:
Para Irã, decisão da ONU sobre direitos humanos ocorreu 'sob pressão americana'

13. Preocupada com 'escalada' em Gaza, UE condena atentado em Jerusalém


A alta representante da UE para Relações Exteriores, Catherine Ashton, condenou o atentado que matou uma pessoa e feriu 38 em Jerusalém e se disse preocupada com a "escalada da violência" na Faixa de Gaza. "Condeno da maneira mais firme o ataque terrorista em Jerusalém", indicou em comunicado. "Condeno os recentes disparos de foguetes e de morteiros da Faixa de Gaza contra a população civil israelense", disse. Ashton também lamentou "profundamente" as mortes em Gaza, e manifestou a sua "preocupação mais profunda com a escalada da violência na Faixa" (AFP).

14. “Brasil sob pressão na diplomacia”

O conselheiro político da embaixada de Israel em Brasília, Leo Vinovezky, disse que a diplomacia israelense quer que o governo brasileiro “como todos os governos amigos de Israel”, não somente condene o atentado, mas use o seu papel global cada vez mais destacado para um “chamado à reflexão” sobre o cenário. “Repudiar e condenar não é mais suficiente. O Brasil é um dos nossos grandes amigos e, mais do que nunca, nesse momento temos de estar juntos nesse chamado”, disse ele (Correio Braziliense – edição de 24/03).

15. Após atentado, Israel volta a atacar Gaza


O Exército israelense voltou a agir ontem na Faixa de Gaza após militantes palestinos dispararem ao menos dez foguetes e morteiros contra o sul de Israel, sem deixar vítimas. Os novos ataques ao território palestino foram realizados um dia após o atentado a bomba que matou uma turista britânica e feriu outras 38 pessoas em Jerusalém. Um dos foguetes palestinos sobrevoou a cidade de Ashdod, a 30 quilômetros de Gaza, e explodiu perto da zona urbana de Tel-Aviv, uma das maiores do país (O Estado de S.Paulo). Leia mais em:
Netanyahu: Israel ready to act with full force to stop missiles
Barak: Israel will not tolerate firing against its citizens
Barak: Israel holds Hamas responsible for Gaza rocket fire
Islamic Jihad at the service of Iran

16. Otan assumirá comando da intervenção militar na Líbia


A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) assumirá no começo da próxima semana o comando da intervenção militar na Líbia, autorizada pela resolução 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), e atualmente liderada pelos EUA. A informação é de diplomatas do órgão. A última resistência para que a aliança atlântica assumisse a função caiu na tarde de ontem, quando a Turquia deu sinal verde para que a Otan assumisse a missão. "Todas nossas demandas foram atendidas. A operação será entregue à Otan", disse o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu. A aliança atlântica precisava da aprovação de seus 28 membros para comandar a operação. A Turquia havia imposto condições que impediram a transição (Veja). Leia mais em:
Otan diz que missão na Líbia terá duração de 90 dias
Otan não se entende

17. ONU articula acordo no conflito líbio

Representantes de Muammar Gaddafi e dos rebeldes que querem a deposição do líder líbio se encontrarão hoje em reunião da União Africana em Adis Abeba (Etiópia), afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. O encontro faz parte dos esforços para a articulação de um cessar-fogo entre as partes, que estão em conflito desde meados de fevereiro. Segundo Ban, participarão do evento o seu enviado especial à Líbia e representantes regionais, numa tentativa de estabelecer um diálogo entre as duas partes. O secretário-geral alertou, porém, não haver nenhum indício até agora de que o regime do ditador líbio esteja mantendo um cessar-fogo (Folha de S.Paulo). Leia mais em:
Liderança descartada

18. 'Assad é o próximo Gaddafi', diz especialista, comparando presidente sírio a ditador líbio


Para Mordechai Kedar, do Centro de Estudos Estratégicos Begin-Sadat, da Universidade Bar Ilan, e um dos maiores especialistas israelenses em Síria, o mundo precisa intervir imediatamente no país governado por Bashar al-Assad para evitar uma nova guerra civil na Síria nos moldes da que se vê na Líbia. “Se o mundo não considerar Assad como o próximo Gaddafi, o ditador sírio vai continuar oprimindo seus opositores com violência. Vai haver um banho de sangue”, alertou ele (Daniela Kresch, O Globo). Leia mais em:
Síria admite fazer concessões a opositores
Síria estuda revogar lei de emergência em vigor desde 1963

19. “A decisão para a intervenção militar foi caótica”, diz especialista

O cientista político alemão Andreas Dittmann, da Universidade de Giessen, critica a intervenção militar na Líbia, por entre outras razões, ter sido decidida tarde demais. “É muito provável que Gaddafi permaneça no poder e o país dividido”, avalia (Por Graça Magalhães-Reuther, O Globo).

20. “Melhor não subestimar”


As revoltas democráticas árabes produzem uma dúvida no público. Apoiá-las e correr o risco de as novas democracias serem “democraticamente” sequestradas pelo extremismo de origem islâmica? Ou sustentar no poder déspotas e cleptocratas, para tentar evitar o mal supostamente maior? Desde, naturalmente, que o despotismo se comprometa com transições de poder e de modelo. É uma dúvida até certo ponto intelectual, pois não consta que as massas árabes estejam aguardando o mundo decidir. Um aspecto frequentemente minimizado é este: revoltas e revoluções sociais tem um vetor “objetivo” pouco controlável. Quando a onda vem, enfrentá-la não garante que a mesma deixe de propagar (Por Alon Feuerwerker, Correio Braziliense). 

Leia mais em:
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Obama and Libya: The professor’s war



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