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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Newsletter Conib - 9-05-11

Conib destaca
Segunda-feira, 9 de Maio de 2011
Por Celia Bensadon
Textos e manchetes da mídia nacional e estrangeira
Para informar nossos ativistas comunitários

1. Patriota quer aprofundar diálogo com mundo árabe


Durante visita ao Cairo, o chanceler brasileiro, Antônio Patriota, disse que o País pretende aprofundar o diálogo com o mundo árabe. Ele também pediu apoio à candidatura de José Graziano para a direção-geral da agência da ONU para Agricultura e Alimentação (FAO). Durante a viagem de dois dias, Patriota conversou com o chanceler egípcio, Nabil al-Araby, e com o secretário-geral da Liga dos Estados Árabes, Amr Moussa. Com al-Araby, Patriota reafirmou o interesse do Itamaraty em acompanhar os desdobramentos no Egito pós-Mubarak e manter contato com as novas lideranças locais - o país é o principal destino das exportações brasileiras para a África (Por Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo). 


2. Israel para em homenagem a soldados mortos


Uma sirene soou hoje pela manhã em Israel para lembrar os soldados mortos em combates na defesa do país. Cerimônias em homenagem às vítimas ocorreram em 44 cemitérios do país. Na noite de domingo, o presidente Shimon Peres prestou homenagem aos soldados e às vítimas civis do terrorismo, fazendo um apelo aos que “procuram a guerra” para que repensem a sua atitude (Haaretz). Leia mais em:
PM: 'We will strike down terrorists with determination'
Commemorating Israel's fallen, Netanyahu vows, 'we won't give in to fear'
Israel recuerda a los héroes caídos

3. Hillary elogia a democracia israelense


A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, elogiou a democracia israelense, destacando a sua importância no contexto do Oriente Médio. Hillary cumprimentou Israel pelo seu 63º aniversário e disse que apesar ser um país jovem, a nação tem "uma história rica que é exemplo para outros países". Hillary destacou as ‘impressionantes realizações’ do país na área econômica e o seu compromisso com as instituição democráticas, afirmando que as conquistas israelenses representam um “importante legado às gerações futuras” (Por Natasha Mozgovaya, Haaretz). Leia mais em:
Half of Democratic Senators urge P.A. aid cut-off

4. “Frustração e insensatez”


Não se conseguiu, até agora, entrever o futuro dos países árabes depois das revoltas, produto da ânsia por mais liberdade e da insurgência contra a corrupção e a tirania. Há uma certa dose de frustração e vazio, como dramaticamente expressa a juventude egípcia. Ao mundo árabe faltam líderes populares que possam organizar anseios difusos que permeiam os centros das manifestações. Procuram, agora, razões que aglutinem as massas para novas investidas coordenadas por um sentimento palpável, seja ele religioso, econômico, libertário ou psicológico. Enquanto não encontrarem uma liderança para um hipotético pan-arabismo, os povos árabes passarão por agitações e embates sem fim (Por Osias Wurman – é cônsul honorário de Israel no Rio -, em artigo em O Globo – edição de 8/05).

5. “O caminho para a democracia árabe”


Historicamente falando, o que está acontecendo agora não tem precedentes no mundo árabe. Pela primeira vez, regimes autoritários árabes foram derrubados e outros estão sendo ameaçados por manifestações de massa exigindo liberdade e democracia. Até então, regimes árabes mudavam por meio de levantes militares e outros tipos de golpes, nunca devido a revoluções populares. Entretanto, embora a maioria dos regimes árabes pareça agora ameaçada, apenas dois governantes autoritários - Zine el-Abidine Ben Ali na Tunísia e Hosni Mubarak no Egito - foram efetivamente depostos, até agora. Suas autocracias eram relativamente "moderadas". Governantes muito mais opressivos e cruéis - o coronel Muammar Gaddafi na Líbia, Bashar Assad na Síria e Ali Abdullah Saleh no Iêmen - embora seriamente ameaçados, têm se mostrado muito mais resistentes (até agora) na supressão da oposição popular. Mesmo no minúsculo Bahrein, a minoria sunita, por ora, conseguiu manter seu domínio sobre a maioria xiita, embora com ajuda militar de países vizinhos com governo sunita. Como sempre, é mais fácil derrubar uma autocracia do que construir e consolidar um regime democrático (Por Shlomo Avineri - é diretor-geral do Ministério de Relações Exteriores de Israel sob o primeiro-ministro Yitzhak Rabin, é professor de Ciência Política na Universidade Hebraica de Jerusalém -, em artigo no Valor Econômico).

6. Israel investirá quase US$ 1 bilhão em defesa contra foguetes


Israel investirá quase US$ 1 bilhão a mais no novo sistema defensivo Iron Dome, o primeiro do mundo capaz de derrubar foguetes de pequeno tamanho e que recentemente foi provado com uma alta percentagem de sucesso na fronteira com a Faixa de Gaza. O diretor-geral do Ministério da Defesa, Udi Shani, diz em entrevista ao jornal Haaretz que cinco países mostraram interesse no novo dispositivo, ainda em fase de teste e que demorará pelo menos cinco anos para chegar a uma fase completamente operacional (Efe).

7. Obama afirma que EUA têm chance de dar 'golpe fatal' na al-Qaeda após morte de Bin Laden


O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que os EUA têm a chance de dar um "golpe fatal" na Al-Qaeda, após a morte de Osama Bin Laden, e a apreensão de informações na casa onde o terrorista se escondia, em Abbottabad, no norte no Paquistão. “Isto não significa que vamos derrotar o terrorismo. Isto não significa que a al-Qaeda não tenha se espalhado por outras partes do mundo onde temos que realizar operações. Mas isto significa que temos uma chance, eu acho, de realmente desferir um golpe fatal nessa organização”, afirmou Obama em entrevista exibida pela rede CBS (O Globo). Leia mais em:
Obama diz que decisão de matar Bin Laden não lhe tirou o sono
EUA querem ouvir as viúvas do terrorista
‘A guerra da al-Qaeda é um McJihad’

8. “O futuro do terror depois de Bin Laden”

Agora, sob o comando do egípcio Ayman al-Zawahiri, a rede terrorista Al Qaeda pode se tornar uma ameaça ainda maior para todo o mundo – inclusive para o Brasil. Sob a perspectiva da organização que criaram, qualquer lugar pode ser interessante para os negócios dos terroristas. Em 1995, a Tríplice fronteira (região entre Brasil, Argentina e Paraguai) recebeu a visita de Khalid Sheikh Mohamed, o homem que deu a idéia de usar aviões como mísseis para executar o 11 de setembro. Hoje, ele está preso em Guatânamo, mas já esteve em Foz do Iguaçu por três semanas, visitando a comunidade árabe da região em busca de doações a grupos extremistas (Por José Antonio Lima, Época). Leia mais em:
Kuwaitis among trainees in ‘Guards’ Latin camp

9. “A Al Qaeda no Iêmen é o próximo alvo americano”

Apesar da morte de Osama bin Laden, a política externa americana não vai ter uma grande mudança no curto prazo - os EUA vão continuar focados na luta contra o terrorismo, agora em países como Iêmen e Somália. Essa é a opinião de Steve Clemons, pesquisador sênior do New America Foundation e autor do influente blog de política externa Washington Note. "Há muita gente interessada em manter ativo o jogo contra o terrorismo; nós nos acostumamos a ver o terrorismo como a causa de muitas coisas e já vemos Al Awalaki e a Al Qaeda no Iêmen se transformando nos próximos grandes vilões", diz Clemons, referindo-se a Anwar Al Alwalaki, o líder islâmico terrorista baseado no Iêmen. Em entrevista à Folha, ele disse acreditar que a relação dos EUA com o Paquistão “vai ficar cada vez mais complicada”. “O Paquistão é nosso melhor frenemy (palavra em inglês que pode ser traduzida como amigo que é também inimigo). Enquanto estivermos no Afeganistão, não podemos nos divorciar do Paquistão, porque eles detêm muitos gargalos logísticos e políticos nessa guerra. Mas eu acho que muitos no Congresso vão exigir uma redução dos recursos que os EUA dão para o Paquistão e maior prestação de contas, e o Paquistão vai reclamar e nos chantagear (Por Patrícia Campos Mello, Folha de S.Paulo). Leia mais em:
Obama exige investigação sobre vínculos de Paquistão com Bin Laden
Barack Obama afirma que Bin Laden teve 'rede de apoio' no Paquistão
Paquistão anuncia determinação em eliminar terrorismo e abre investigação
Paquistão diz que não foi único a errar na caçada a Bin Laden

10. “Osama colheu o que plantou”

O advogado Merhy Daychoum seria um desconhecido, não fosse defensor do libanês Khaled Hussein Ali, acusado pelo governo americano de ser um terrorista da Al Qaeda. Khaled mora em São Paulo desde 1995. Tem visto definitivo de permanência no Brasil, obtido antes de casar-se com uma brasileira. De origem sunita, ele diz que não concorda com os métodos de Osama Bin Laden: “Ele acabou colhendo o que plantou. Era um fim anunciado. Acho revoltante misturarem isso (radicalismo político) com religião”, disse ele em entrevista à Época (Por Luiz Maklouf Carvalho, Época).

11. “Bin Laden: o pior inimigo do Islã”

“A maioria dos muçulmanos compartilha com os não muçulmanos a preocupação com a ameaça do extremismo religioso”. A opinião é do professor de religião e relações internacionais da universidade de Georgetown, em Washington e autor de “O futuro do Islã”, John L. Espósito. Para ele, Osama Bin Laden não foi o pior inimigo apenas do Ocidente, mas também do Islã e do mundo islâmico. Ele e seus seguidores mataram muçulmanos e não muçulmanos nos atentados de 11 de setembro, em Nova York e Washington, e de 7 de julho de 2005, no metrô de Londres. Em diversas outras ocasiões, eles explodiram suas bombas em países de maioria islâmica. E, ao agir dessa forma, ele alterou profundamente a maneira como as pessoas de outras religiões enxergam o islamismo (Por John L. Espósito, Veja).

12. “O mundo depois de Bin Laden”

A eliminação do terrorista saudita é uma grande vitória, mas o apelo ao extremismo permanece vivo. Depois de nove anos e oito meses de buscas, duas guerras, alguns escândalos de direitos humanos e 1,5 trilhão de dólares em gastos, um grupo de elite da Marinha americana invadiu o espaço aéreo paquistanês no meio da noite de 2 de maio e deu cabo da vida do terrorista Osama Bin Laden. Com ele, desapareceram os fantasmas de um período que, no futuro, talvez venha a ser chamado de a ‘Década do Erro’ (Por Diogo Schelp, Veja).

13. “As razões dos americanos”

As críticas internacionais à ação americana são muitas e de ordem variada. O Paquistão deveria ter sido avisado? Foi lícito usar a informação obtida sob tortura para chegar a Bin Laden? Ele deveria ter sido morto, ainda que não estivesse armado? Seu corpo deveria ter sido sepultado em vez de lançado ao mar? Sua foto depois de morto deveria ter sido divulgada? Nenhuma dessas questões tem respostas simples. Mas, apesar de toda a chiadeira, é possível afirmar: os Estados Unidos têm, sim, elementos consistentes para justificar o que fizeram e como agiram (Por Juliano Machado, Época).

14. “De milionário a sanguinário”

Para um dos herdeiros de uma das maiores fortunas da Arábia Saudita, a opção por uma vida difícil, sem qualquer conforto e na clandestinidade, parece desapego demais. Por que alguém tão privilegiado optou pelo caminho do ódio? Osama Bin Mohamed Bin Awad Bin Aboud Bin Laden foi o 17º dos 54 filhos de Mohamed Awad Bin Laden, que, de pedreiro, fez fortuna e chegou a ministro de Estado, em 1955. Osama estudou em escola de elite na Arábia Saudita, mas, depois, se afastou para viver como guerrilheiro. Do ativismo religioso passou, em 1979, ao apoio à guerrilha armada. Em 1988, fundou a organização jihadista Al Qaeda e, a partir de então, almejava levar o islamismo a outras partes do mundo. Escolheu como inimigo principal os estados Unidos, por seus laços estreitos com Israel e por ser a principal força do mundo ocidental (Por Marcelo Moura, Época).

15. Gaddafi poderá ser vítima de sua própria violência, diz Hillary


A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, garante que o objetivo da missão militar aliada na Líbia não é matar Muammar Gaddafi. Ela avisa, porém, que o ditador pode acabar sendo "vítima da própria violência que produziu". As declarações foram divulgadas pelo jornal italiano La Stampa, que entrevistou Hillary em Roma. "Honestamente, matá-lo não é nossa intenção. Pelo contrário: o objetivo é proteger os civis", assegurou a chefe da diplomacia americana. "Mas há alvos legítimos, como por exemplo seu bunker de controle e comando, administrado por ele e seus familiares. É uma guerra e, portanto, ele poder ser vítima da violência que ele próprio provocou” (Efe). Leia mais em:
'O jogo acabou para Gaddafi', diz líder da Otan

Leia mais em:
(visite nosso novo site: WWW.conib.org.br )

Israel at 63: The best is yet to come

A Fatah-Hamas Deal

Analysis: Can Palestinians separate peace, statehood?

Did U.S. use lessons from Israel's Entebbe raid to prep for bin Laden killing?

O desafio para o Paquistão lidar com o terrorismo

Celebrar a morte é feio, mas humano

The Region: The last Nasserist

Conib destaca
Domingo, 8 de Maio de 2011
Por Celia Bensadon

1. Peres: Israel continua forte como sempre


"Nós não procuramos a guerra, mas tivemos que enfrentá-la algumas vezes. E, depois que a vencemos, voltamos a procurar a paz e saimos fortalecidos”, disse o presidente Shimon Peres em cerimônia no Muro das Lamentações por ocasião do Dia da Memória, em que homenageou os soldados que morreram na luta pela defesa do país. Peres também lembrou as vítimas civis do terrorismo e fez um apelo aos que “procuram a guerra” para que repensem a sua atitude (Haaretz).

2. Hackers pró palestinos põem fotos de Bin Laden em páginas israelenses


Hackers pró palestinos postaram fotos de Osama Bin Laden nas páginas do Facebook de várias empresas israelenses. Os hackers deixaram nas páginas do banco israelense Leumi (Nacional), da empresa ferroviária de Israel e da agência de Loteria Nacional na rede social fotos do ex-líder da Al Qaeda e uma mensagem que dizia "hackeada pela Palestina", segundo o site do jornal israelense Haaretz. Grande parte do dano tinha sido reparado na noite de sábado, e o banco Leumi se apressou a informar a seus clientes que a manipulação não afetou os computadores e servidores da entidade, mas apenas a sua página do Facebook (Efe).

3. Patriota pede ao Egito apoio a Graziano na FAO


Em sua primeira visita ao Egito desde que assumiu o cargo de ministro das Relações Exteriores, o chanceler Antonio Patriota pediu o apoio de Cairo à candidatura de José Graziano para a direção-geral da FAO, agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. Segundo uma autoridade brasileira, os egípcios demonstraram simpatia pelo nome de Graziano, que acompanhou a delegação. Durante a viagem de dois dias, Patriota conversou com o chanceler egípcio, Nabil al-Araby, e com o secretário-geral da Liga dos Estados Árabes, Amr Moussa. Com al-Araby, Patriota reafirmou o interesse do Itamaraty em acompanhar os desdobramentos no Egito pós-Mubarak e manter contato com as novas lideranças locais - o país é o principal destino das exportações brasileiras para a África (Agência Estado).

4. Centenas de feridos e 12 mortos marcam novo confronto no Egito


Doze pessoas morreram e 232 pessoas ficaram feridas em um dos piores confrontos religiosos no Egito. O incidente ocorreu em Imbala, um subúrbio da capital, Cairo. "Aglomerações em lugares de adoração devem ser banidos para proteger os lugares sagrados, reforçar a segurança dos moradores e prevenir novos conflitos", disse o ministro da Justiça Abdel al Gindi, em comunicado transmitido pela televisão estatal. Ele prometeu usar "mão de ferro contra todos aqueles que atentarem contra a segurança nacional" e que advertiu que "o governo aplicará de maneira imediata e firme as leis que punem os ataques contra locais de culto e ameaçam a liberdade de crença" (Folha.com). Leia mais em:
Egito vai reforçar a segurança em locais religiosos após confronto que deixou mortos e centenas de feridos

5. “Recaída imperial”

Em meio à sucessão de versões incompletas e até contraditórias, acumulam-se dúvidas sobre a legalidade e a legitimidade da operação em que foi morto Osama bin Laden, mentor dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Os questionamentos convergem para dois pontos. Houve violação da soberania do Paquistão quando helicópteros americanos invadiram seu espaço aéreo? Bin Laden foi executado, quando poderia ter sido capturado e julgado? A resposta ao primeiro ponto pode ter mais nuances do que sugerem os protestos verbais de autoridades paquistanesas. Há indícios de algum acordo entre os dois países sobre incursões americanas, ainda que no caso de Bin Laden sem autorização específica. É preciso ressalvar que cabe manter uma atitude pragmática na avaliação do episódio. Bin Laden não era um inimigo convencional, mas mentor do ataque mais letal já registrado em território americano, com 3.000 mortos. Barack Obama tentou conferir um tom de vitória moral ao raide, ao dizer que se fez justiça. Justiça, no entanto, é algo que se realiza em tribunais, sob o império da lei -como não se cansam de pregar os americanos, ainda que nem sempre o pratiquem (Folha de S.Paulo – Editorial). Leia mais em:
Obama diz que Bin Laden teve rede de apoio no Paquistão
Vídeos mostram Bin Laden ativo na Al-Qaeda,dizem EUA
Líder da Al Qaeda morre em rebelião em prisão do Iraque

6. “Da campanha pela Casa Branca à morte de Bin Laden, geração Obama vai da esperança à decepção”


Apesar do recente aumento da popularidade do presidente embalado pela morte de Osama Bin Laden, a Obamania que se alastrou pelos Estados Unidos - e boa parte do mundo - em 2008, perdeu muito de seu fôlego. Alçado à Casa Branca sob inflamados ecos de hope (esperança), change (mudança) e "yes, we can" (sim, nós podemos), Barack Obama frustrou uma parcela dos 69,4 milhões de americanos que o elegeram. Em 28 meses no comando da nação, o candidato super-homem desceu dos céus para aterrissar no arenoso terreno da realpolitik e se tornar um presidente de carne e osso. Ao assumir o posto, Obama havia se comprometido com uma nova forma de fazer política, uma ruptura com a doutrina de guerra contra o terror do governo George W. Bush, com o fechamento da prisão de Guantánamo e com o fim dos custosos conflitos - em vidas e recursos - no Iraque e no Afeganistão. Hoje, o polêmico centro de detenção para suspeitos de terrorismo na base americana em Cuba continua em atividade, e a luta contra terroristas da al-Qaeda, no Iraque, e o grupo fundamentalista islâmico Talibã, no Afeganistão, não tem prazo definido para acabar, sem falar no envolvimento em um nova guerra, na Líbia (Por Fernando Eichenberg, O Globo).

7. “Ataque marca a redenção para a CIA”

Se houvesse um termômetro de "quem ganha/quem perde" com a operação que culminou na morte do líder da Al Qaeda, no topo estariam as agências de inteligência dos EUA. Criticadas por não terem evitado o 11 de Setembro, questionadas por não produzirem informações palpáveis sobre o Iraque e ridicularizadas por deixarem Osama Bin Laden escapar, elas recuperaram espaço. "Até certo ponto, é uma redenção", disse à Folha Michael O'Hanlon, do centro de estudos Brookings. O cenário que se delineava ficou óbvio com a escolha do atual chefe da CIA, Leon Panetta, para comandar Departamento de Defesa. Em seu lugar, entrará David Petraeus, o general que conquistou status de herói nacional ao pôr o Iraque mais ou menos nos trilhos (Por Luciana Coelho, Folha de S.Paulo).

8. Hamas aceita novo plano egípcio para libertar Shalit


A rede Al Jazeera revelou que o Hamas concordou com novo plano do Egito para a troca de prisioneiros com Israel que incluiria a libertação do soldado israelense Gilad Shalit, mantido refém pelo grupo há quase cinco anos. Segundo a emissora, um novo negociador israelense irá ao Cairo nos próximos dias para acertar detalhes do plano (Por Jack Khoury, Haaretz).

9. Livro retoma teoria conspiratória de que Hitler fugiu para a Patagônia


A origem remota dessa tese absurda é a chegada de dois submarinos alemães à Argentina, em 1945, semanas depois de terminada a guerra na Europa. Em 10 de julho, a base naval argentina em Mar del Plata recebe o submarino alemão U-530, comandado por Otto Wermuth. Não demoraram a surgir rumores de que o submarino tinha contrabandeado líderes nazistas, inclusive Hitler e sua mulher, Eva Braun. O mito ganhou força com a publicação, no jornal argentino La Crítica, de uma história da fuga do Führer e da criação de uma base alemã na Antártida, escrita pelo húngaro Ladislao Szabo (Por Ricardo Bonalume Neto, Folha de S.Paulo).

Leia mais em:

Israel's infrastructure is hanging by a thread

Palestinian unity has cast Netanyahu adrift

Israel's population hits 7.7 million on 63rd birthday

Arab MKs’ hypocrisy

Líbano: La ONU vuelve a exigir el desarme de Hezbollah

Conib destaca
Sábado, 7 de Maio de 2011
Por Celia Bensadon

1. Iraniana pede que Brasil rompa com seu país


A porta-voz oficial do comitê internacional contra o apedrejamento de mulheres, a iraniana Mina Ahadi, quer que o governo brasileiro corte os laços diplomáticos com o regime do Irã. O pedido foi feito em encontro com o assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia. Ahadi elogiou a iniciativa da presidente Dilma ao ter classificado a prática do apedrejamento como bárbara e de ter manifestado a posição brasileira em prol da defesa dos direitos humanos ao Conselho de Direitos Humanos da ONU (Por Cláudia Golçalves, da TV Record). Leia mais em:
Brasil deveria criticar apedrejamento no Irã, diz ativista
Former Mossad chief: Israel air strike on Iran 'stupidest thing I have ever heard'

2. Aiatolá Khamenei teria dado ultimato a Ahmadinejad

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, teria dado ultimato ao presidente Mahmoud Ahmadinejad, ordenando que aceite suas intervenções no governo ou renuncie ao cargo. O recado teria sido dado durante um encontro recente dos dois líderes, segundo relatou um parlamentar próximo ao presidente. Não houve confirmação independente. A luta pelo poder no regime veio a público depois que Ahmadinejad se recusou oficialmente a reintegrar ao governo a pedido do aiatolá um ministro que ele havia ordenado que renunciasse ao cargo. Khamenei não tem autorização oficial para intervir em nomeações de ministros (Folha de S.Paulo). Leia mais em:
Aiatolá dá ultimato a Ahmadinejad sobre chefe de inteligência

3. Foi correta a operação norte-americana para matar Osama bin Laden? “Sim. Havia base legal e moral para matá-lo”

No dia 11 de setembro de 2001, a organização Al Qaeda perpetrou uma série de ataques em solo norte-americano. Desde então, os EUA estão em contínua guerra de legítima defesa contra essa organização. A Al Qaeda continuou a atingir novos alvos americanos, afora as ações que foram desmanteladas pelas forças de segurança dos EUA. Nada mais apropriado, à luz do Direito internacional, que os EUA possam atacar seu inimigo sem pedir licença a ele. Afinal, Osama Bin Laden estava abertamente planejando novos ataques contra alvos civis e militares. Alijá-lo da disputa era uma questão de salvar vidas inocentes -e não apenas norte-americanas. Nas Torres Gêmeas, em Nova York, faleceram pessoas de várias nacionalidades, bem como nos atentados em Madri, em 11 de março de 2004, e no metrô de Londres, em 7 de julho de 2005 (Por Jorge Zaverucha - doutor em ciência política pela Universidade de Chicago (EUA), é professor da Universidade Federal de Pernambuco e pesquisador do Instituto Nacional de Tecnologia/ Instituto de Estudos Comparativos em Administração de Conflitos. Publicou recentemente o livro "Armadilha em Gaza - Fundamentalismo Islâmico e Guerra de Propaganda contra Israel" – em artigo na Folha de S.Paulo).

4. “Não. "V" de Vingança”

O Paquistão, país onde Bin Laden estava abrigado, não foi avisado das ações americanas. "A justiça foi feita", afirmou Obama em seu pronunciamento após a ação. Para comemorar tal "justiça", milhares de pessoas saíram às ruas e aclamaram seu presidente como um herói; diversos líderes mundiais afirmaram que essa é uma "vitória contra o terror". Mas trata-se mesmo de justiça? Ou a ação dos EUA deve ser considerada como mera vingança? Justiça e legalidade não se confundem: não vou tratar aqui da legalidade da operação. A execução de Bin Laden não gerou protestos significativos na comunidade internacional. O desrespeito à soberania do Paquistão, a aplicação de uma pena sem processo judicial, o segredo da operação, nada disso parece tão importante diante do objetivo final.  (Por Jodrigo Rodriguez - mestre em direito pela USP, doutor em filosofia pela Unicamp, é professor, editor da revista "Direito GV", coordenador de publicações da Escola de Direito da FGV-SP e pesquisador do Núcleo Direito e Democracia do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento -, em artigo na Folha de S.Paulo).

5. Pela internet, Al Qaeda ameaça atacar

Cinco dias após o anúncio feito pelo presidente Barack Obama, a rede terrorista Al Qaeda confirmou ontem a morte de seu líder, Osama bin Laden, e prometeu novos ataques contra os Estados Unidos e seus aliados. A mensagem de 11 parágrafos, publicada em sítios islamitas na internet e assinada pelo "comando geral da Al Qaeda", é o primeiro pronunciamento do grupo desde a operação que matou Bin Laden no Paquistão. Embora sua autenticidade não tenha sido comprovada por meios independentes, a mensagem foi atribuída à Al Qaeda pelo Grupo de Inteligência SITE, um órgão especializado no monitoramento de extremistas islâmicos (Por Marcelo Ninio, Folha de S.Paulo). Leia mais em:
Acervo Folha narra ataques de Bin Laden
Governo dos EUA divulga vídeos caseiros de Bin Laden
Casa de Bin Laden era um centro de comando, dizem EUA

6. “Guerra ao Terror continua, mas adota versão mais enxuta”

Por mais que a morte de Osama Bin Laden deixe no governo dos Estados Unidos a sensação de missão cumprida, não há sinal de que ela enterre a Guerra ao Terror, parida pelo governo Bush à luz do 11 de Setembro e batizada para dar elasticidade moral a seus combates. Tanto a Casa Branca quanto a CIA apressaram-se em dizer que a ameaça persiste. Que há risco de retaliação. Que outros grupos preocupam os Estados Unidos. E que a retirada do Afeganistão não será acelerada. É verdade que os terroristas do mundo não se autopulverizaram com a morte de Bin Laden, assim como não nasceram com a Al Qaeda (embora o estilo franquia da rede tenha inovado na proporção global de suas ações). Mas haverá ainda respaldo legal para agir em nome da Guerra ao Terror, uma vez que o homem que a motivou está morto? Analistas políticos e militares ouvidos pela Folha acham que a retórica americana não mudará (Por Luciana Coelho, Folha de S.Paulo). Leia mais em:
Casa Branca admite "vigilância extrema" depois das ameaças da Al-Qaeda
Hamas police break up pro-Bin Laden rally in Gaza


7. Ao menos 21 manifestantes são mortos na Síria, diz ativista


Ao menos 21 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas ontem após confrontos entre manifestantes e as forças de segurança na Síria, informou o ativista de direitos Ammar Qurabi. Segundo ele, a maior parte das vítimas está na cidade de Homs, no sul do país, onde nos últimos dias se intensificaram as marchas contra o presidente Bashar Al-Assad. "Há seis mortes confirmadas em Hama e 15 em Homs até agora", disse Qurabi, diretor da Organização Nacional para Direitos Humanos na Síria, por telefone do Egito. Ele também afirmou que os residentes da cidade costeira de Banias temem pelo Exército que, segundo eles, estaria a quatro quilômetros de distância e poderia invadir a cidade (estadao.com). Leia mais em:
Syria activist: 21 killed by security forces during protests across the country

8. Diplomata dos EUA para a AL deixa o posto

O mais alto diplomata dos EUA para América Latina, Arturo Valenzuela, confirmou que sairá do posto no máximo em agosto. Ainda não foi anunciado quem o substituirá. A explicação oficial é que acabou a licença de dois anos como professor na Universidade Georgetown. Segundo diplomatas, o plano do subsecretário de Estado para o hemisfério Ocidental sempre foi o de retornar a Georgetown, mas não estava claro quando ele assumiu se conseguiria uma extensão da licença. O Departamento de Estado negou que a mudança indique nova direção política para a América Latina. Os últimos dois anos foram marcados por expectativas frustradas sobre uma maior aproximação dos EUA com a região (Folha de S.Paulo).

9. “Ficção judaica”

A Cotovia, editora independente conhecida pela qualidade da literatura que publica, não fez lançamentos. Divulgou no evento alguns títulos recentes, como a coleção "Judaica", que inclui três brasileiros: Helena Salem, Moacyr Scliar e Bernardo Sorj (Por Josélia Aguiar, Folha de S.Paulo).

Leia mais em:

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In new crackdown, Syrian tanks roll into coastal town after deadly day of nationwide protests

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