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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Newsletter Conib - 8-07-11

Conib destaca
Sexta-feira, 8 de Julho de 2011
Por Celia Bensadon
Textos e manchetes da mídia nacional e estrangeira
Para informar nossos ativistas comunitários

1. EUA: congressistas preocupados com presença do Hezbollah na Tríplice Fronteira


Congressistas americanos manifestaram sua preocupação com a presença do movimento libanês Hezbollah na América do Sul, sobretudo na Tríplice Fronteira (Argentina, Brasil e Paraguai), e na Venezuela. O movimento libanês Hezbollah "tem uma vasta rede na região", e isso constitui um risco para a segurança nacional americana, advertiu o republicano Patrick Meehan, chefe da subcomissão Contra o Terrorismo da comissão de Segurança Nacional da Câmara dos Representantes. A democrata de maior cargo na subcomissão, Jackie Speier, acrescentou: “O Hezbollah realiza amplas atividades ilícitas para buscar financiamento na América Latina, incluindo narcotráfico e contrabando e o epicentro das atividades é a Tríplice Fronteira, onde as autoridades locais mostram-se impotentes” (UOL).

 
2. CJL faz apelo por justiça na Argentina


O Congresso Judaico Latino-Americano (CJL) está lançando campanha para reivindicar a punição dos responsáveis pelo atentado contra a organização judaica Amia em Buenos Aires, em 1994, numa ação em que morreram mais de 80 pessoas e 300 ficaram feridas. No próximo dia 18 completam 17 anos do atentado terrorista à sede da Amia, sem que nenhum dos responsáveis tenha sido punido. A justiça argentina pediu a extradição de oito iranianos – entre eles o ministro da Defesa, Ahmad Vahidi, apontado como o principal responsável pelo atentado -, mas as autoridades do país se negam a atender ao pedido. O CJL pede a “todos os cidadãos do mundo” que assinem a petição em www.justiciaporamia.org  ou www.signforjustice.org para que os responsáveis pelo atentado sejam punidos (CJL).

3. Congresso dos EUA aprova advertência à Autoridade Palestina


A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, por ampla maioria, a proposta de suspender a ajuda à Autoridade Palestina se o presidente Mahmud Abbas insistir em levar à ONU o seu pedido de reconhecimento de um Estado palestino de forma unilateral. A medida foi aprovada por 407 votos contra 6, uma semana depois de o Senado americano ter votado resolução semelhante. Os congressistas americanos propõem também que o governo do presidente Barak Obama reconsidere a ajuda aos palestinos se o Fatah – o partido do presidente Abbas – selar o acordo com o Hamas, grupo considerado terrorista pelos EUA e Israel. A resolução recomenda a criação de dois Estados, “que convivam lado a lado em paz, segurança e sob reconhecimento mútuo” (AP).

4. Israel impede desembarque de ativistas pró-palestinos


O governo de Israel fazia o possível hoje para impedir a entrada no país de centenas de ativistas pró-palestinos, recomendando às companhias aéreas que impeçam o seu embarque. O movimento foi organizado por associações de apoio aos palestinos, que convocaram pela internet os simpatizantes a desembarcar hoje no aeroporto internacional David Ben Gurion de Tel Aviv, para depois viajar aos territórios palestinos. As autoridades israelenses advertiram que atuarão com firmeza contra a "provocação". Israel entregou às companhias aéreas uma lista de 342 pessoas ‘indesejáveis’, advertindo que serão expulsas e que os gastos ficarão por conta das empresas, segundo informou a porta-voz dos serviços de imigração, Sabin Hadad. "Com a advertência, as companhias já se negaram a embarcar quase 200 destes passageiros", completou. Durante a noite, Israel expulsou para os Estados Unidos duas ativistas americanas assim que chegaram ao aeroporto (AFP). Leia mais em:
Israel pede a empresas aéreas que impeçam embarque de pró-palestinos
Israel blocks 200 pro-Palestinian activists from flying into country
Israel detains 30 pro-Palestinian activists attempting to enter country

5. “As quatro questões que definem Israel, os árabes e o Irã”


Os países do Oriente Médio precisam lidar com quatro antagonismos ao mesmo tempo. Secular versus Religioso; Sectarismo versus Identidade Nacional; Tribalismo versus Instituições; e Democracia versus ditadura. Israel é uma democracia, com instituições consolidadas. Mas há problemas. Existem questões sectárias envolvendo a maioria judaica e as minorias muçulmanas e cristãs. Os religiosos possuem uma influência maior do que a sua proporção na população, com poderes em questões civis e educacionais. Há problemas internos de identidade, com imigrantes de diferentes partes do mundo, com alguns judeus de origem russa vivendo em um universo próprio. Os palestinos são um caso mais complexo. Existe um experimento democrático na Cisjordânia, com instituições fracas. Cristãos e muçulmanos vivem bem. Mas seculares e religiosos, não. Em Gaza, há uma ditadura do Hamas, com viés religioso e sectário sunita. O Líbano é o exemplo clássico se sectarismo, como sabemos. A identidade nacional sempre está abaixo da religião. Os problemas entre religiosos e seculares não são graves. Algumas instituições, como o Banco Central, são fortes. Outras, fracas. Não há risco de ditadura justamente devido ao balanço entre as religiões (Por Gustavo Chacra, blogsestadao).

6. Oposição convoca greve geral na Síria


A oposição síria convocou uma greve geral para protestar contra o governo do presidente Bashar Al Assad. Os opositores do governo anunciaram ainda  um boicote a instituições e empresas que apoiam o regime. Desde 1963, o Partido Socialista Árabe Renascimento (Baath) está no poder. A estimativa é que as manifestações contra Assad já tenham deixado 1.400 mortos. A campanha da oposição está sendo feita pela internet, com o apelo para que os simpatizantes boicotem a economia e não se deixem matar pelo dinheiro do governo. Porém, não há detalhes de quando deve começar a paralisação geral (Jornal do Brasil). Leia mais em:
Síria acusa Estados Unidos de interferência em crise interna

7. “Avanço contra Gaddafi é lento”


As conquistas nas áreas rurais melhoraram o moral dos rebeldes líbios, mas não fizeram oscilar a balança militar contra Muammar Gaddafi. Sem ajuda externa maior, o avanço não deve fazer pressão suficiente para forçar Gaddafi a negociar um acordo de paz confiável ou provocar uma rebelião dos seus simpatizantes em Trípoli. Na quarta-feira, forças rebeldes capturaram Al-Gualish, ao sul da capital, e outro grupo vindo do leste avançou na direção de Trípoli. A captura de Al-Gualish é importante porque perto está a cidade de Gharyan, que controla a principal rodovia na direção da capital. Nos últimos dias, Gharyan foi atacada por aviões da Otan.  Gaddafi ainda controla a capital, está mais bem armado do que seus inimigos em terra, tem muito dinheiro e enfrenta uma aliança às voltas com tensões internas. O avanço rebelde é lento, pois a Otan, liderada por França e Grã-Bretanha, não tem o apoio adequado dos países europeus membros da aliança (Por William Maclean,  Reuters, em artigo em O Estado de S.Paulo).

8. Governo libanês obtém voto de confiança no Parlamento


O governo libanês obteve voto de confiança do Parlamento à promessa do primeiro-ministro de cooperar com as Nações Unidas para esclarecer o assassinato do ex-premiê Rafik Hariri, em 2005. O primeiro-ministro, Najib Mikati, afirmou que seu gabinete irá cooperar com o tribunal apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) que investiga o assassinato, em 2005, do ex-premiê Rafik Hariri. O tribunal acusou membros do Hezbollah de envolvimento no crime. O grupo xiita faz parte do governo e tem bastante influência no país. A oposição pró-Ocidente pressionava o governo, porém Mikati obteve 68 dos 128 votos possíveis no Parlamento. Apoiado pelo Irã, o Hezbollah e seus aliados mantêm uma pequena maioria entre os deputados. A oposição é liderada por um filho de Hariri e seu herdeiro político, Saad Hariri  (Agencia Estado).

9. Egípcios cobram mais avanços de regime pós-Mubarak


Milhares de egípcios foram às ruas hoje para exigir justiça para as vítimas do regime de Hosni Mubarak e pressionar o novo comando militar a elaborar um plano claro de transição para a democracia. Há crescente frustração entre os egípcios com o fato de pouco ter mudado, cinco meses após a queda de Mubarak. Os distúrbios e protestos têm ganhado força, enquanto muitos vêem uma relutância do comando militar, que assumiu o poder, em processar policiais e ex-membros do regime pela morte de quase 900 manifestantes durante o levante popular. Muitos acreditam que os pilares do regime anterior ainda estão presentes, inclusive em setores cruciais como o Judiciário, a polícia e o funcionalismo público (Agência Estado).

10. Bom Retiro nos anos setenta e 2000


O bairro do Bom Retiro, que já foi o mais judeu de São Paulo, hoje convive com influências de imigrantes italianos, coreanos e bolivianos. Aquele espaço se transformou numa mistura de influências, de religiões, culturas, do antigo e do moderno. Mostra com 92 imagens reconstrói a história do centro da cidade de São Paulo, destacando os bairros do Bom Retiro e da Luz. Bom Retiro e Luz: Um Roteiro, 1976 - 2011 está em cartaz no Centro da Cultura Judaica até 2 de outubro. Por possuírem olhares diversos, as fotos talvez capturem ainda melhor a convivência caótica que marca a região. A exposição começa pelas obras de Cristiano Mascaro, feitas nos anos 70 para a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Nos rostos dos idosos de terno pelas ruas, a sensação de que pouco mudou até 2011, quando Bob Wolfenson refaz os passos de Mascaro e produz imagens silenciosas, interiorizadas, retratos onde a própria fotografia estanca diante do tempo (Terra Magazine).

11. CCJ exibe em SP o clássico 'Shoah' e promove encontro com o diretor Claude Lanzmann


O Centro da Cultura Judaica (CCJ) vai apresentar neste final de semana um clássico do cinema mundial: o documentário Shoah, de Claude Lanzmann. Com duração de nove horas e meia e sem usar imagens de arquivo, o filme aborda a memória do Holocausto, com depoimentos de sobreviventes e de carrascos dos campos de extermínio nazistas. Para muitos críticos, o filme representa para a história do Holocausto no cinema o que a obra de Primo Levi significou para a literatura. Será exibido em três partes, no dia 9, às 16h30; e no dia 10, às 11h15 e 16h30 (Conib).

12. Vice-presidente da Conib fala na TV sobre programa de liderança da entidade


A especialização em liderança comunitária promovida pela Conib e pelo Instituto Insper é o tema de entrevista dada pelo vice-presidente da entidade, Henry Chmelnitsky, ao programa Shalom Brasil. A entrevista irá ao ar a partir de 9 de julho. Veja canais e horários. O número de inscrições para a segunda turma do programa de especialização em liderança, lato sensu, representa um crescimento de 25% em relação à primeira turma. São 59 os inscritos, dos seguintes estados brasileiros: Bahia, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo. O programa visa aprimorar as competências dos atuais e futuros líderes da comunidade judaica brasileira. Seu foco são os princípios e valores da liderança comunitária. Estruturado em módulos com duração de uma semana, destina-se a participantes de 25 a 35 anos, com comprometimento declarado de participação em entidades da comunidade judaica (Conib).

Faltou:
Em nossa edição de ontem sobre o Projeto MASA para jovens em Israel faltou o contato do programa no Brasil. Para quem tiver interesse é Allan Berkiensztat, coordenador do Projeto MASA no Brasil: masa@masabrasil.com.br; tel.:11-3518-8777, ramal 119

Leia mais em:
(visite nosso novo site: WWW.conib.org.br  )

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