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domingo, 30 de setembro de 2018

Last Call!


No momento de embarcar  rumo a um novo objetivo, um novo destino, você recebe vários avisos. Até que finalmente escuta, ressoando pelo espaço, aquela voz que anuncia: Last call! Última chamada!
E você corre, para não perder a oportunidade...
Sucot, a Festa das Cabanas, ou a Festa da Alegria, é esta última chamada. O último dia é chamado de Hoshana Rabá – é aqui, neste momento, que de fato os Livros são selados. E para marcar isto, você tem mais uma ooportunidade de realizar a tradição de Tashlich – jogar farelos em um rio, água corrente, simbolizando a renovação.
Ela faz parte do Ciclo das Grandes Celebrações, marcadas por Rosh Hashana, Iom Kipur e, finalmente, Sucot, antecedendo Simchat Torá.
Sucot traz vários aspectos únicos e interessantes, pois possui uma conotação física e outra metafísica.
As mitzvot que precisam ser cumpridas são bem conhecidas:
a)    construir uma cabana  frágil (a fragilidade é representada pelo telhado, ou cobertura, que deve ser folhas ou galhos, pois as paredes podem ser de qualquer material) e nela viver durante 7 dias com apenas o que é necessário para aquele dia,
b)   realizar a benção das 4 espécies (representando a unidade do povo judeu em seus diferentes aspectos e também o corpo humano),
c)    Ficar alegre.
Este último mandamento é bem intrigante. É possível ordenar alguém a ficar alegre? Não comer fermento, realizar tsedaká, não matar ou roubar , colocar mezuzá ou tefilin – tudo isso são ações, que podem ser realizadas ou não. Mas ficar alegre? E se você está triste? E o que significa alegria, para você?
É neste momento que entramos no segundo nível de Sucot, para além da lembrança material de que habitamos em tendas no deserto, ou que precisamos nos desprender dos bens materiais para nos elevar-nos espiritualmente. Sucot e um “passo a passo” para a alegria.
É neste momento que entendemos a sucá como um símbolo das nuvens gloriosas e os movimentos realizados com as quatro espécies como uma referência às águas de cima e de baixo, que aparecem em Gênesis – leitura que logo mais estaremos fazendo.
No dia de hoje, sua última oportunidade – Last call! – antes do reinício do ano, realiza sua teshuva, sua reconciliação com seu propósito de vida: um bom motivo para celebrar Sucot e alegrar-se!
Chag Sucot Sameach!

SERVIÇO
O que: SUCOT
Onde: AIC
Quando: Dia 30 de setembro
Horário:
Crianças - Das 14:00 às 16:00 para crianças e jovens
Adultos - Das 16:00 em diante adultos são bem-vindos!

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Iom Kipur

YOM KIPUR 18 - 19 de setembro A AIC ,como tem feito ao longo de vários anos, estará aberta para judeus que desejem fazer suas orações especiais desta data, no dia 18 a partir das 19h (destaque para o Kol Nidrei), e a partir das 13h do dia 19, quando haverá a reza do Izkor (recordação da passagem dos entes queridos e também dos mártires e heróis do povo judeu, soldados de Israel inclusive), para a qual pede-se a presença do maior número de pessoas, pois é necessário haver Minian (quorum mínimo de 10 pessoas) para dar pleno sentido a estas orações.
A partir do Izkor, é desejável que as pessoas permaneçam no local, pois há uma intensificação de rezas e preces especiais para o Yom Kipur.
Ao longo da tarde do dia 19, uma importante passagem integrante da tradição da tarde do dia de Yom Kipur é a Maftir Yonah, a história de Jonas, ou conforme é conhecida por muita gente, "Jonas e a baleia" - embora no original hebraico Jonas seja engolido por um peixe muito grande....
Haverá um aprofundamento sobre este tema, passagem densa e com muitos ensinamentos, a partir de reflexões  trazidas para discussão em grupo, a partir de 15h.
Um pouco depois de escurecer, o toque de Shofar marcará o final do Yom Kipur, e haverá a quebra do jejum, para o que pedimos a colaboração dos presentes trazendo comidas e bebidas.
Espera-se que as pessoas, independentemente de se considerarem mais ou menos "religiosas",percebam a profundidade deste dia santificado e compareçam, para juntos vivenciar nosso espírito fraternal e comunitário.
Que possamos todos termos uma boa sentença para este novo ano - Gmar Chatimá Tová!!
ENDEREÇO
AIC: R. Antonio Eleuterio Vieira, n. 10, Agronomica.
Dica: Travessa da R. Rui Barbosa, na altura da Escola Padre Anchieta. Primeira casa da rua, na esquina tem um predio.
Rua estreita. Recomendamos estacionar uma rua antes ou uma depois.

domingo, 9 de setembro de 2018

Rosh Hashana 5779 - Ano Novo Judaico


Rosh Hashaná é a "Cabeça do Ano", o início de um ano novo no calendário judaico. Não estamos comemorando a criação do mundo, mas a criação (simbólica) do ser humano no dia primeiro do mês de Tishrei. A contagem bíblica é simbólica e refere-se ao tempo da consciência humana assim definida pelos sábios do Talmud.
Tishrei é o sétimo mês do calendário judaico e não o primeiro. O sétimo mês tem ligação com o sétimo dia, o Shabat, a contribuição judaica que simboliza a liberdade do ser humano, que deixa de ser escravo do tempo e do trabalho, separando os momentos para valorizar tanto o material (dias comuns) quanto o espiritual (shabat).
O primeiro mês do calendário judaico é Nissan, o mês de Pessach, da liberdade e da criação de uma nação (outro Ano Novo celebrado no calendário judaico).
De hoje a noite até Iom Kipur (Dia do Perdão) estamos vivendo os chamados "Dias Intensos" (Iamim Noraim), período para reforçar os três "Ts" do judaísmo: Teshuvá, Tefilá, Tsedaká.
Vivemos um processo chamado Teshuvá - o retorno à sua essência, que se perde na correria do dia a dia. Os "dias intensos" são dias de rever trilhas e caminhos, de reescrever mais um capitulo no Livro da Vida. Este despertar, que nos tira da rotina do dia-a-dia é marcado pelo toque do Shofar, que nos chma e nos "acorda" para aquilo que é de fato importante. Pense nisto: o que é mesmo importante para você? Ter ou ser?
Junto com a Teshuvá (o retorno), a Tefilá (preces) e a Tzedacá (justiça social) são as 3 formas de você reafirmar seu desejo de ser inscrito para um ano de saúde e felicidade, em um Livro elaborado a muitas mãos.

TRADIÇÕES

Florianópolis, que concentra um grande número de judeus descendentes de portugueses convertidos ao cristianismo de maneira forçada, tem, em suas tradições, muitos vestígios destes judeus, tradições estas que fazem parte do cerimonial de Rosh Hashaná e foram incorporadas às celebrações do Ano Novo Civil, tais como vestir-se de branco, esvaziar os farelos do bolso (jogando em algum rio ou mar), comer romã e outras frutas, etc. Existem outros hábitos, que persistem, e que indicam tal presença: não apontar para as estrelas, pois cria verrugas; cobrir os espelhos quando alguém morre; varrer a casa de fora para dentro, jogar um pouco de bebida para o "santo" antes de beber, e assim por diante. Todos estes hábitos estão relacionados com rituais judaicos, já bem estudados.
Na mesa do jantar de Rosh Hashana (confira o menu aqui) é costume comer maçã e mel, simbolizando o desejo de ter um ano doce e frutífero. O pão trançado (Chalá) é redondo, significando os ciclos sem fim, que sempre recomeçam, como o novo ano. Também come-se peixe, que sempre nada para frente e segue sua própria cabeça. Outra tradição é evitar temperos amargos, para que a amargura não se reflita no ano.
É costume terminar todas as mensagens desejando-se um Ano bom e doce, e que a pessoa seja inscrita no Livro da Vida.
Shaná Tová Umetuka!

SERVIÇO
Quando aparecer a primeira estrela de hoje, cerca de 110 mil judeus de todo país comemorarão a chegada do ano 5.779, pois é o anoitecer que marca o início de Rosh Hashaná, “cabeça do ano” em hebraico.
O quê: celebração do Ano Novo Judaico, Rosh Hashana 5779
Quando: 10 de setembro, 20:00
Convites e informações: financeiro@aic-sc.org.br